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Violeira defende ideais dos músicos na Cultura de Cuiabá

Josi Crispim torna-se a primeira mulher a tocar viola-de-cocho profissionalmente ao compor o naipe do instrumento na Orquestra do estado de Mato Grosso e agora busca a participação do segmento nos processos da cultura em Cuiabá.   Com a viola de cocho nas mãos, Josi Crispim se reconhece. A paixão pelo instrumento de corda tem …

Josi Crispim torna-se a primeira mulher a tocar viola-de-cocho profissionalmente ao compor o naipe do instrumento na Orquestra do estado de Mato Grosso e agora busca a participação do segmento nos processos da cultura em Cuiabá.

 

Com a viola de cocho nas mãos, Josi Crispim se reconhece. A paixão pelo instrumento de corda tem fundo familiar. O talento está no sangue, uma herança do pai e tio que animavam festas de fazenda no interior do Ceará, na pequena cidade de Alto Santo, tocando viola-caipira, pandeiro e gaita.

O amor pela viola típica da cultura cuiabana nasceu de forma despretenciosa. Josi já tocava profissionalmente e foi participar de um ensaio no Instituto de Linguagem (IL) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) quando ela soube de testes para o viola de cocho na Orquestra Sinfônica do Estado de Mato Grosso. Sem pensar duas vezes, começou a estudar e o final foi a aprovação, tornando-se a primeira mulher a atuar no grupo assumindo o naipe do instrumento.

“Participei, com muito orgulho, da primeira temporada em 2005. Concertos únicos em minha memória.  Já conhecia o som do instrumento tocado lindamente, diga-se de passagem, pelo professor Abel dos Anjos. Mas o que moveu meu coração foi o desafio de tocar em uma orquestra um instrumento tão popular”, lembra.

O simbolismo cultural impulsionou a dedicação com profundidade, não só à prática da viola de cocho, como também buscando conhecer a história. “Quando se trata de um instrumento que é o simbolo da cultura de uma região a responsabilidade se torna ainda maior”, explica Josi que ganhou representatividade como pioneira e hoje compõe o Conselho Municipal de Política Cultural de Cuiabá.

Pioneira na música e na luta política-cultural de Cuiabá 

Ela é uma das quatro mulheres que conquistaram cadeiras no grupo, a vitória expressa ganho sobre o sexismo em nível de liderança política e social, mas, principalmente, quanto aos musicistas que são pouco atuantes em grupos de discussão, em mesas como a que Josi passa a participar. Um reconhecimento de anos de luta no segmento cultural.

“Fico feliz por ser o nome que agregou tantas pessoas no processo de eleicão, construído feito colcha de retalhos. A participação e o engajamento de cada um foi importante para esta vitória coletiva! Recebi muitas declarações de que o apoio a minha candidatura se dava por dos projetos e ações que sempre visaram o fortalecimento de todos”.

Planos para gestão

Josi Crispim pensa sua gestão em duas palavras: “voz e participação”. Seu foco é tornar o processo transparente e democrático, abrindo canais para diálogo, fazendo a classe de músicos participar. “Espero deixar como legado uma classe artística, principalmente, o meu segmento fortalecido e mais inteirado aos assuntos ligados a empreendedorismo, gerenciamento de carreira, engajamento e participação democrática”.

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