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Sindicalistas de Mato Grosso denunciam Governo do Estado ao MPT e Conalis

REDAÇÃO PÁGINA NEWS

Em reunião realizada nessa quinta-feira, 19/08, sindicalistas do setor público de Mato Grosso se reuniram com representantes do Ministério Público do Trabalho do estado (MPT-MT) e Coordenadoria Nacional de Liberdade Sindical (CONALIS) para denunciar práticas antissindicais do Governo Mauro Mendes.

O objeto da reunião foi o ofício circular 002/2021/CCFC/SGFP/SAGP/SEPLAG, enviado pela Secretaria de Planejamento (Seplag) às entidades, afirmando que a Controladoria Geral do Estado (CGE) teria indicado a necessidade de refiliação de todos os sindicalizados. Mas após algumas reuniões e de posse do documento da CGE, os sindicalistas perceberam que houve uma confusão por parte da Seplag, e solicitaram a suspensão da determinação. O órgão, no entanto, não quis atender aos sindicatos.

As entidades afirmam que o Governo não tem o poder de determinar ações políticas e administrativas aos sindicatos e, mesmo que tivesse, seria impossível conseguir a refiliação de milhares de servidores em meio a uma pandemia.

Caso a refiliação não seja feita, a Seplag ameaça suspender o repasse das contribuições sindicais que envolvem convênios com planos de saúde, assessorias jurídicas, entre outros, podendo prejudicar os sindicalizados, inviabilizando, por exemplo, cirurgias e audiências.

Para o vice-presidente da Seccional Mato Grosso da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antônio Wagner de Oliveira, a reunião dessa quinta-feira foi bastante satisfatória. “Hoje nós tivemos uma importante reunião com o chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso e o coordenador regional da CONALIS. Denunciamos a prática antissindical e o atentado à liberdade sindical dos servidores públicos, praticado pelo Governo do Estado, por meio da Coordenadoria da Folha de Pagamento da Seplag ao exigir refiliação de milhares de servidores sindicalizados há décadas. Definiu-se que o MPT tentará intermediar uma negociação junto ao Governo e, caso a tentativa seja infrutífera, poderá resultar em ações por parte do MPT contra o Estado de MT. Aguardaremos o desfecho de mais esse ataque e não vamos esmorecer nem desistir de lutar contra arbitrariedades como essas, porque é um ataque a todo sindicalismo de Mato Grosso”, afirmou o sindicalista.

Além do representante da CSB, também participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Valdeir Pereira, o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol-MT), Gláucio Castñon, o presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig-MT), Edmundo Cesar, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), Carmem Marchado, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MT), Henrique Dias, o procurador-chefe do MPT, Rafael Mondego Figueiredo, e o chefe regional da CONALIS, procurador Danilo Nunes Vasconcelos.

Por mais de uma vez a Seplag foi procurada pela reportagem, mas informou, por meio da Assessoria, que não se manifestará sobre o assunto.

 

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