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“Sarau das Terezas” reforça luta e apoio às vítimas da violência

Dança, música, poesia, depoimento, arte e resistência aos retrocessos socais potencializaram os debates promovidos pela Secretaria Municipal da Mulher durante o evento “Sarau das Terezas”, realizado  nesta semana. A ação integrou a  programação dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

De acordo com a secretária-adjunta da pasta da mulher, Elis Regina Prates, no Brasil a campanha começou no dia 20 de novembro, data em que celebra o dia da Consciência Negra, pelo triste fato de mulheres negras estarem no topo das que mais sofrem violência.

“Todos que estão presentes aqui na noite de hoje entendem e sabem sobre o assunto. Por isso decidimos fazer uma roda de conversa com apresentações e nos unirmos mais uma vez para abordamos, temas relacionados aos 21 dias de ativismo”, explica.

Para a secretária da mulher, Luciana Zamproni, este é um momento que todas as mulheres estão gritando para que não sejam mortas. “A programação é extensa, temos que nos unir com toda sociedade para pôr fim à violência contra as mulheres. Esse não é somente o problema de um crime que precisa ser punido, é também a cultura que é machista, misógina e para o qual a educação e a sensibilização de um modo geral têm muitos efeitos positivos”, afirma.

No encontro, uma das assistidas do Espaço de Acolhimento da Mulher relatou a violência que viveu durante anos com o ex-marido. Assim como muitas mulheres que vivem em um relacionamento permeado por violência doméstica, ela relatou que enfrentou anos de sofrimento pelos filhos e pela vergonha em ficar sozinha, além da questão financeira. Ela conta que como muitos no começo, ele se mostrou carinhoso, mas logo começaram os xingamentos e as agressões. Como trabalhava fora tinha que esconder as marcas de roxo nos olhos com maquiagem.

“Às vezes o cabelo e a maquiagem não tapavam as marcas deixadas pelo ex companheiro e eu tinha que mentir que cai”, relembra.

Como uma sobrevivente, Greice tirou da experiência a seguinte lição:

“Não precisamos viver em um relacionamento abusivo, não precisamos abrir mão da nossa liberdade. A gente precisa é ser feliz. Estar sozinha, às vezes, é a melhor coisa para nossa saúde mental. Hoje já voltei a me maquiar e me valorizar”, pontua.

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