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Reforma da Previdência. Quem paga essa conta?

Os dias atuais são baseados em meias verdades. Quando não em notícias falsas. Que hoje convencionou chamarem de “fake News”.Talvez por que tenhamos importado esse modelo, de consultores “gringos” como esse sociopata do Steve bannon, mentor da “família Adans tupiniquin”. Nos debates mais sérios, a tônica não muda. Para convencer a grande massa, manipulada por …

Os dias atuais são baseados em meias verdades. Quando não em notícias falsas. Que hoje
convencionou chamarem de “fake News”.Talvez por que tenhamos importado esse modelo, de consultores “gringos” como esse sociopata do Steve bannon, mentor da “família Adans tupiniquin”.

Nos debates mais sérios, a tônica não muda. Para convencer a grande massa, manipulada por
algorítimos que lhes dão o que consumir de “bandeja”, não faltam narrativas com meias
verdades, que camuflam os argumentos que de fato importam para a verdade real. Meia
verdade é a pior das mentiras.

O debate da Reforma da Previdência não é diferente. Um debate técnico, complexo, denso, com
tanto a ser explicado acadêmica e numericamente, mas onde o que não faltam são
simplificações grotescas por parte das “autoridades”, na ânsia de convencer a grande massa
sobre sua “idéia”, sua solução mágica para todos os problemas da sociedade.

Para não fugir da regra, precisam de um “bode expiatório”, um culpado, sobre quem devem
jogar toda culpa. Afinal, a classe política é expert em camuflar seus esqueletos e maletas no
armário, não é verdade?!.

Acharam antes um motivo, um tal Défict nas contas da previdência. Um crime afinal, para quem
como os políticos atuais, estão tão preocupados com a coisa pública. Concordam?.

Pois bem, por esse crime, alguém tem que pagar. Afinal, são tempos de justiceiros, não importa
nem julgamento, precisamos trucidar alguém pra satisfazer nossa ânsia por justiça ou, melhor
dizendo, por sangue.

Então, quem melhor para culpar que os servidores?. Afinal, são eles os “privilegiados”, eles que
deveriam zelar pela coisa pública. E por causa deles tem esse “rombo na previdência de Mato
Grosso”.

FAKE NEWS. Notícia falsa, sinto lhes informar.

Desde que se instituiu por lei a obrigatoriedade dos estados de cobrarem dos seus servidores
um percentual sobre os salários para a previdência, hoje 11% do total da remuneração,
independente da faixa salarial, diferente da iniciativa privada que se desconta sobre um “teto”
de no máximo R$ 5.800 reais e, ao mesmo tempo, passou a se exigir que o empregador público
também pagasse um percentual, como o é na iniciativa privada, os servidores têm descontado
religiosamente esses valores de seus salários, diretamente em folha, não sendo possível sequer
sonegar tais valores do “leão”. Uma parte da sua sobrevivência é descontada ali.

Quanto ao recolhimento da parte patronal, que sonegar na inciativa privada é crime, no Estado
de Mato Grosso, tem-se estudos que apontam que o Governo, em administrações anteriores,
não cumpriu com sua obrigação e não recolheu o percentual devido, sendo um dos causadores
do déficit, que ora se alega como justificativa para retirar direitos de mais de 100 mil pais e mães
de família.

Desconto de previdência é um tributo, que garante com essa verba carimbada, a aposentadoria
e/ou pensão de quem por mais de 30, 35 anos contribui para um determinado fundo, na vã
esperança de um dia se aposentarem.

Com essa reforma proposta pelo Governo atual, mesmo que tenha a melhor das intenções de
corrigir um déficit, primeiro há que se averiguar quem foi o responsável por tal “furo contábil”. O que se tem como VERDADE REAL até o momento, é que os servidores não são os responsáveis
por qualquer déficit na previdência do estado de Mato Grosso.

Nem mesmo por que algumas categorias como as da segurança pública e educação têm
aposentadorias especiais e regras mais benéficas por conta da especialidade de suas funções,
como se tem precedentes e regras similares na iniciativa privada.

O dinheiro dos servidores foi descontado por décadas, porém foi mal gerido e até roubado pelos
gestores políticos que passaram e administraram o estado. Fazer com que pais e mães de família
percam o direito de um dia se aposentarem, bem como se cobrar valores extorsivos e
confiscatórios de seus proventos, quando mais precisam de salvaguarda econômica e social,
com o falso argumento de cuidar da coisa pública, não é só uma ironia como uma meia verdade,
pior que a pior das mentiras. Em linguagem popular, fake News da “braba”!

Os servidores serão esclarecidos de cada regra e direito perdido caso a reforma seja aprovada
como fora proposta. Ninguém deverá sair ileso politicamente de mais essa maldade cometida
contra essa classe de pessoas tão importantes a economia do estado. Servidores não são algozes
da sociedade. Ao contrário, são parte dela e dela protetores, sem que sequer a maioria se dê
conta disso.

Como integrantes da sociedade pagam seus impostos. O desconto da previdência é só mais um
deles, que somado ao Imposto de renda, consome quase 40% da renda do trabalhador, público
ou privado.

Quanto a quem paga a conta ficou claro, agora, quem fez essa conta?

Antônio Wagner Oliveira, Advogado, Presidente em Exercício da Central dos Sindicatos
Brasileiros em MT e Secretário Geral do SINPAIG MT, membro do Fórum Sindical dos Servidores
Públicos do Estado e do Observatório Social de MT.

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