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Quando não impor impostos!

Por: Max Russi

O estado constituído é uma máquina gigantesca que está presente em locais inimagináveis, capaz de interagir com o cidadão em todos os aspectos da vida comum. Tal dimensão cobra um preço igualmente extenso, sendo alimentado por impostos, contribuições e taxas. Até aqui nada é novidade. Contudo, a pandemia amplificou o desiquilíbrio entre a capacidade do cidadão gerar receita para sobreviver e ao mesmo tempo ser um credor positivo da nossa sociedade.

Enxergar esse panorama é tarefa de quem está à frente dos anseios da população, quem foi eleito para cuidar dos interesses do coletivo e ter força para quando for preciso bater na mesa e dizer: vidas importam, o estado tem que contribuir mais! O caminho para se tornar essa voz é longo e passa por inúmeras experiências e vivências, de gastar sola de sapato e conhecer cada cidade do estado, de ter conquistado seus bens com trabalho e ter uma percepção que cuidar do social não é uma escolha, é uma obrigação.

Com essa visão fiz aquilo para qual fui eleito: pensar no cidadão. Apoiei e ajudei na elaboração de um projeto de lei que isenta de pagar o IPVA veículos da classe trabalhadora, como motos até 160cc, táxis e motoristas de aplicativo. As pessoas querem trabalhar, produzir, tirar o sustento com as próprias mãos e o estado não pode ser a figura do cão que morde o dono. Não teremos um estado rico e um povo empobrecido. Bolsões de riqueza em meio a fome nas periferias.

Condições básicas de sobrevivências tem que ser garantidas, outro ponto que entendo como prioritário é o fornecimento de energia elétrica e água para as famílias, mesmo para aquelas que não tem condições de estar adimplente no atual paradigma entre comer e pagar contas. Outra lei importante que está já em vigor e tive participação foi a que proíbe a interrupção destes serviços. Não é favor ou bondade, é bom senso, é fazer valer a vida.
Lucros e economia podem ser revertidos com o tempo, cada vida perdida nunca voltará, situação de extrema necessidade deixa marcas profundas, queremos cidadãos vivendo e não sobrevivendo. O programa Ser Família Emergencial vai dar um socorro para mais de 100 mil famílias dos 141 municípios do estado que estão em extrema pobreza, como presidente da ALMT fiz questão de cortar gastos para que sobrasse R$ 10 milhões que serão investidos nesse programa. E faremos mais, minha meta pessoal é que não haja se quer uma só família abaixo da linha da pobreza em Mato Grosso. É ambiciosa, gigantesca, mas não tenho medo do trabalho e sigo lutando para que cheguemos lá.

Max Russi – Deputado Estadual

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