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Movimento municipalista cobra protagonismo do governo federal no combate à pandemia

A Confederação Nacional dos Municípios-CNM divulgou uma carta aberta, cobrando que o presidente da República assuma a coordenação nacional no enfrentamento à covid -19 no país, promovendo o alinhamento entre as esferas de governo e de poder. O documento  ressalta que o Brasil, que se tornou o epicentro mundial da pandemia, vive o maior colapso sanitário …

A Confederação Nacional dos Municípios-CNM divulgou uma carta aberta, cobrando que o presidente da República assuma a coordenação nacional no enfrentamento à covid -19 no país, promovendo o alinhamento entre as esferas de governo e de poder.

O documento  ressalta que o Brasil, que se tornou o epicentro mundial da pandemia, vive o maior colapso sanitário e hospitalar de sua história. “Agora, na pior fase da pandemia, com resultados trágicos cuja dimensão social e econômica ainda é incalculável, o movimento municipalista reitera que a soma de esforços representa o único e inadiável caminho, no qual o papel de coordenação da União faz-se indispensável”.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, que integra o Conselho Político da CNM, reforçou que o governo federal deve assumir a liderança nacional no combate à pandemia, na orientação aos demais entes federados e na aquisição e distribuição das vacinas para imunizar a população. “Infelizmente o governo federal, que é o responsável pela compra e distribuição das vacinas pelo Programa Nacional de Imunização, se omitiu e demorou muito a tomar providências para cuidar da população brasileira, não só no aspecto das compras de vacinas como também no cumprimento de medidas de biossegurança recomendadas pelo próprio ministério da Saúde”, frisou.

Na carta aberta, a CNM destaca que o presidente da República deve estar pessoalmente empenhado na execução de campanha de comunicação em prol da eficácia e da segurança das vacinas, além da defesa das medidas não farmacológicas, como o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool gel, que vêm sendo adotadas em todo o país por estados e municípios. “Não cabe transferência de responsabilidades neste momento dramático. É urgente que todas as autoridades públicas de todos os Poderes, da União, dos Estados e dos Municípios, bem como a sociedade brasileira, trabalhem de forma harmônica e colaborativa. Esse alinhamento é o único caminho para frear o crescimento geométrico de casos diante de um sistema de saúde colapsado, com esgotamento estrutural e pessoal”.

A  necessidade de ações emergenciais para o fomento à produção e à importação de neurobloqueadores e oxigênio, e de uma operação logística nacional para o monitoramento e o remanejamento desses insumos no país também são aspectos destacadas na carta.

Além disso, o documento pondera que os prefeitos brasileiros não medem esforços para exercer seu papel de corresponsabilidade, mas “clamam para que o presidente da República assuma, de forma inadiável, seu dever de coordenar a nação, respeitando a população, a ciência e a comunidade internacional com a humanidade e a empatia exigidas de um Chefe de Estado”.

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