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Mesa da intelectualidade Cuiabana homenageia e eterniza grandes figuras da história da Capital

Monumento foi inaugurado simbólicamente nesta segunda-feira (25), pelo prefeito Emanuel Pinheiro, na esquina do tradicional Restaurante Choppão   Já pensou poder sentar em uma mesa com Zelito Bicudo e Ditinho Cigano? Ou quem sabe se imaginar em um bate-papo sobre política, economia, esportes, cultura e o cotidiano cuiabano com Ramis Bucair e o inesquecível poeta …

Monumento foi inaugurado simbólicamente nesta segunda-feira (25), pelo prefeito Emanuel Pinheiro, na esquina do tradicional Restaurante Choppão

 

Já pensou poder sentar em uma mesa com Zelito Bicudo e Ditinho Cigano? Ou quem sabe se imaginar em um bate-papo sobre política, economia, esportes, cultura e o cotidiano cuiabano com Ramis Bucair e o inesquecível poeta Silva Freire? E que tal tirar uma foto para postar nas redes sociais com Renato Arruda Pimenta, como grandes amigos? Todas essas sensações podem ser sentidas a partir de agora com entrega da Mesa da Intelectualidade Cuiabana, popularmente chamada de Mesa da Boemia.

O monumento foi inaugurado simbólicamente nesta segunda-feira (25), pelo prefeito Emanuel Pinheiro, na esquina do tradicional Restaurante Choppão. Feita pelas mãos dos artistas Fred Fogaça e Jânio Borges, é uma forma de contar um pouco da história, homenagear importantes figuras, e representa as tradicionais rodas de conversa promovidas nas intensas noites cuiabanas por esses e outros tantos personagens que deixaram sua marca nos 301 anos da Capital.

“É uma tradição histórica de Cuiabá, mas especialmente nas décadas passadas, esses grandes cidadãos comuns se uniam a grandes intelectuais e escolhiam pontos da nossa cidade para debater política, economia, acontecimentos de todas as áreas. Essas pessoas eternizaram a glamorosa noite cuiabana, a melhor vida noturna do país. Para que isso também seja eternizado nos corações dos cuiabanos estamos prestando essa homenagem, na figura desses cincos personagens”, explica o prefeito.

O Chefe do Executivo municipal destacou que a história de Cuiabá é extremamente rica de grandes nomes em todas as áreas e, por conta disso, escolheu cinco para representar todos eles. Segundo ele, a homenagem se estende às milhares de pessoas e famílias, que perpetuaram e imortalizaram o modo de ser intenso, boêmio, alegre e mais irreverente do Brasil, que é o ser cuiabano.

“Claro que seria impossível colocar nesse monumento todos os grandes nomes que passaram por nossa cidade. Em uma época em que não existia internet, não existia Google, esses e outros desbravadores do conhecimento ajudavam a construir essa belíssima cidade que temos hoje. Como dizia Alves de Oliveira: a cidade vive dos que vivem nela. Então, o que seria de nós sem a presença marcante de todas essas pessoas”, pontuou.

O artista plástico Fred Fogaça, que é parceiro do Município em diversos projetos que valorizam a cultura cuiabana, relatou que a maior preocupação durante a criação foi a de conseguir passar para o público todas as expressões e descontração de cada um dos homenageados.

“Foram mais de 90 dias trabalhando de forma intensa para conseguir fazer o movimento da peça, a gesticulação, para mostra uma peça viva. Precisávamos passar para o público essa sensação de que os personagens estão à vontade, conversando de forma descontraída. Não podíamos fazer algo estático. Para isso, tivemos que estudar todas as manias de cada um, a gesticulação, as expressões”, explicou.

A inauguração da Mesa da Intelectualidade Cuiabana também foi acompanhada pelo vice-prefeito José Roberto Stopa, pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpub), Vanderlúcio Rodrigues, e pelo diretor-técnico da Limpurb, Anderson Matos.

Renato Arruda Pimenta

Jurista, criminalista e professor de Direito Constitucional, foi gerente do Banco da Amazônia e maior advogado criminalista da sua época. Faleceu em 18 de março de 1991, aos 70 anos, deixando sua marca na história de Cuiabá.

José Paes Bicudo

Nasceu em 1922, advogado, professor, procurador de Justiça, compositor, poeta e escritor. Incitava o amor, a criatividade em todas as formas e acreditava que abrir as portas para novos universos não só era possível, mas necessário.  Faleceu em 2000, deixando canções em Cuiabá, cidade que tanto amou.

Ramis Bucair

Nasceu em 13 de junho de 1933. Engenheiro e membro do Instituto de Arqueologia Brasileiro e é considerado por muitos estudiosos como o sucessor de Marechal Rondon. Refez a linha telegráfica de Barra do Bugres a Vilhena (RO). Descobridor de centenas de caverna em Mato Grosso, um dos maiores agrimensores do Brasil. Faleceu em 20 de dezembro de 2011, deixando um legado a todos que com ele conviviam e conheciam sua história.

Benedito Moreira de Moura (Ditinho Cigano)

Cuiabano, nasceu em abril de 1946, e criado no tradicional bairro do Porto. Foi corretor de imóveis pioneiro em Cuiabá e pai de três filhos. Apaixonado por Cuiabá e boêmio de carteirinha e faleceu em março de 2015.

Benedito Santana da Silva Freire (Silva Freire)

Nasceu em 20 de setembro de 1928, em Porto de Fora, vila próxima ao Distrito de Mimoso e de Santo Antônio de Leverger. Foi um brilhante advogado, professor e um dos mais conceituados poetas mato-grossense. Faleceu em 11 de agosto de 1991, deixando um legado de amor pela Capital.

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