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Justiça determina quem assume o comando da Igreja Assembleia de Deus

A nomeação é temporária, até que o novo presidente seja eleito na Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Mato Grosso e das Igrejas Filiadas (Comademat) que está proibida de acontecer nesse momento para evitar aglomerações.     A juíza substituta da 9ª Vara Cível de Cuiabá, Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, …

A nomeação é temporária, até que o novo presidente seja eleito na Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Mato Grosso e das Igrejas Filiadas (Comademat) que está proibida de acontecer nesse momento para evitar aglomerações.

 

 

A juíza substituta da 9ª Vara Cível de Cuiabá, Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, autorizou a nomeação do também pastor Enézio Barreto Rondon como Administrador Provisório da Assembléia de Deus de Cuiabá. A decisão é desta terça-feira (14).

A liminar que solicitou a posse do novo administrador da igreja foi protocolada após o falecimento do presidente Assembleia de Deus, pastor Sebastião Rodrigues de Souza, e do vice, Rubens Siro de Souza, que morreram vítimas do novo coronavírus. Ambos eram responsáveis pelo comando dos templos no Estado.

Em sua decisão, a magistrada citou que, segundo o Estatuto da Igreja, a linha sucessória compete ao vice–presidente “Substituir o presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em sua falta e impedimento, e sucedendo-o no cargo em casa de vacância”. No entanto, as diretrizes do estatuto não preveem a destinação de cargos no caso de ausências das duas maiores lideranças.

“Tal regimento é omisso na indicação de sucessores em caso de falecimento de ambos os membros a frente da Mesa Diretora da entidade, o que reflete de fato na impossibilidade da gestão da pessoa jurídica, isto porque não há destinação no estatuto das atribuições destes membros a outro órgão ou membro da instituição”, diz trecho do parecer.

Diante disso, a juíza declarou que excepcionalmente nesta situação, em que ambos faleceram, cabe a interferência do Poder Judiciário para deliberar sobre o caso e, desta forma, suprir o desfalque no quadro administrativo da igreja.

“Assim, no presente caso resta evidenciada, ao menos em sede de cognição primária, a probabilidade do direito vindicado, no intuito de ver suprimido o vazio temporário da gestão”, complementou.

No despacho, a juíza reconheceu ainda a reclamação de Gutemberg de que os templos poderiam fechar as portas sem a nomeação de um representante legal para prosseguir as atividades.

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