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Fórum Pró Ferrovia destaca investimentos na malha viária, mas faz alerta para o funcionamento  

A construção da “Pêra Ferroviária de Outeirinhos” vai possibilitar que os trens entrem e saiam do porto por inteiro, sem serem danificados, aumentando a eficiência, evitando congestionamentos e transtornos em função de manobras, resultando no aumento em 15 milhões de toneladas a recepção de cargas no Porto de Santos.     Para dar conta do …

A construção da “Pêra Ferroviária de Outeirinhos” vai possibilitar que os trens entrem e saiam do porto por inteiro, sem serem danificados, aumentando a eficiência, evitando congestionamentos e transtornos em função de manobras, resultando no aumento em 15 milhões de toneladas a recepção de cargas no Porto de Santos.

 

 

Para dar conta do aumento de demanda, em função da expansão da fronteira agrícola para o Centro-Oeste, o Governo Federal está em processo de prorrogação antecipada das concessões ferroviárias – entre elas Rumo Malha Paulista, VLi e MRS – bem como leilões de novas ferrovias, como a Ferrovia Norte-Sul.

 

No entanto, para fazer a ligação entre as ferrovias e os terminais, já na baixada santista, existe uma conexão ferroviária chamada “Portofer”, a malha ferroviária interna do porto responsável pelas manobras e movimentações dos trens nos terminais de descarga dentro do porto. Atitude essencial para o funcionamento das duas pontas.

 

Os investimentos necessários na “Portofer” são estimados em quase R$ 1Bi – que contemplam pátios de cruzamento, eliminações de passagens em nível, ampliações de linhas, dispositivos para travessias de pedestres, buffers de trens, pera ferroviária, entre outros.

 

O mais importante investimento deverá ser a “Pêra Ferroviária de Outeirinhos”, que vai possibilitar que os trens entrem e saiam do porto por inteiro, sem a necessidade de serem danificados, aumentando a eficiência de todos os terminais e evitando congestionamentos e transtornos em função de manobras, resultando no aumento em 15 milhões de toneladas, a capacidade da recepção de cargas no Porto de Santos.

 

Segundo o Presidente do Fórum Pró Ferrovia Francisco Vuolo, o primeiro fator a se levar em consideração é a renovação do contrato antecipado da malha paulista. O que deverá representar um investimento de aproximadamente seis bilhões de reais na ferrovia, em São Paulo. O que garante dobrar a capacidade de movimentação de carga pulando de 30 milhões de toneladas para mais de 70 milhões de toneladas. Além de beneficiar o aumento da velocidade e de maior no fluxo dos trens no eixo que liga São Paulo com o Centro-Oeste.

 

“Isso seria determinante para que consequentemente, nos possibilitasse expandir a ferrovia ‘Senador Vicente Vuolo’ dentro do Estado de Mato Grosso, rumo a Cuiabá e ao médio norte, que também deve ampliar, a partir daí, a sua capacidade de carga. Hoje a ferrovia transporta o equivalente a 20 milhões de toneladas. E com a expansão, ela deverá dobrar a sua capacidade chegando ao entorno de 40 a 50 milhões de toneladas” enfatizou Vuolo.

 

Ele também ressalta as condições dos transportes de cargas, destacando as commodities de grãos, farelo, combustível, carne e produtos industrializados que serão transportados em contêineres. Como também, a importante ligação da ferrovia que liga a Malha Paulista com o Estado de Goiás, o que vai garantir também um fluxo de carga de Goiás e Tocantins, para São Paulo.

 

“Diante desse cenário o gargalo que nós temos do Estado de São Paulo, será amenizado com a renovação deste contrato. Porém nós temos outro gargalo, que é a questão do Porto de Santos. Lá no Porto de Santos se faz necessária a ampliação da sua capacidade, para que haja condições absorver toda essa carga que virá do Centro-Oeste”, observa.

 

É neste sentido, que o Fórum Pró Ferrovia entra para alertar os parceiros do fórum, as concessionárias, as entidades envolvidas e ao Governo Federal a relevância dos investimentos na região.

 

“Uma vez que são imprescindíveis, no sentido de garantir que não tenhamos um nenhum impedimento em seu funcionamento, para que a movimentação de carga aconteça da melhor maneira possível no sentido de garantir que nós tenhamos uma condição de competitividade no cenário nacional e internacional ainda maior”, conclui Vuolo.

 

Vuolo ainda recorda que a empresa que atualmente tem a concessão de Outeirinhos, é o Grupo Marimex, que está com seu contrato de concessão vencido; De maneira que a empresa tenha recorrido à justiça para prorrogação, entretanto a liminar concedida, por meio do Juiz Federal Roberto Carlos de Oliveira, Tribunal Regional Federal (TRF-1), já se se encerra na próxima segunda-feira (8).

 

Nesse local, o governo prevê a construção do ramal ferroviário. O Ministério da Infraestrutura manifestou que a prerrogativa de renovação contratual é do Poder Público e irá recorrer da decisão.

 

Fórum Pró Ferrovia

O Fórum foi criado em 2004, presidido por Francisco Vuolo, sendo uma instituição suprapartidária formada por 17 entidades – FEMAB, SINDIPETROLEO, TRADE DO TURISMO, UFMT, Federação das Indústrias (Fiemt), Federação do Comércio (Fecomércio), Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (Aedic), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MT), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Associação de Produtores de Soja (Aprosoja) Associação de Criadores (Acrimat), Porto Seco de Cuiabá, Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e Sebrae.

 

 

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