Destaque

Em entrevista, Emanuelzinho defende corte de salários e verbas de deputados, juízes e desembargadores

O deputado argumenta que a “alta elite do funcionalismo público” tem que dar o exemplo e contribuir para que os governos tenham condições de investir mais na prevenção e combate ao coronavírus.   Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB) defendeu a redução dos salários de deputados, senadores, juízes, desembargadores, conselheiros, promotores e …

O deputado argumenta que a “alta elite do funcionalismo público” tem que dar o exemplo e contribuir para que os governos tenham condições de investir mais na prevenção e combate ao coronavírus.

 

Em entrevista ao Conexão Poder, o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB) defendeu a redução dos salários de deputados, senadores, juízes, desembargadores, conselheiros, promotores e todos aqueles que se enquadram no que denominou de “alta elite do funcionalismo público”. 

“Então, a alta elite do funcionalismo público, que recebe altos salários, tem como função em detrimento da estabilidade que têm, dar exemplo também de proporcionar o corte, tanto no salário, como na verba indenizatória, para que possa colaborar e cooperar nesse momento em que todos estão tendo que dar sua cota de sacrifício”, argumentou.

Na entrevista, ele destacou que essa medida não deve ser aplicada a servidores comuns, que não são favorecidos com altos salários.

Emanuelzinho também criticou a ‘politicagem’ usada em torno das medidas de prevenção e combate ao coronavírus.

“Sem dúvida há um momento de politização. Ainda mais à véspera de eleição. Muitas pessoas buscam fazer no momento em que precisamos nos unir em favor da vida, um momento de briga política para ver quem sai melhor na foto”, observou.

O deputado ponderou ao opinar sobre o corte do duodécimo, que são os repasses obrigatórios feitos pelos governos aos poderes Judiciário e Legislativo.

“Isso é algo muito particular de cada Estado, cada município, cada instância de poder. Existe em cada Estado a proporção de repasse para um poder ou outro específico, mas os excessos, aquilo que não for para a despesa corrente, e nos outros poderes, acho que é viável sim o corte do duodécimo,  visto que nesse momento não poderão ser feitos investimentos”, pontuou.

Ele defende que o ‘grosso’ do dinheiro tem que se concentrar nas mãos do Executivo “para que possa preparar UTIs, EPIs e salário em dia, dos servidores da saúde”

Na Câmara Federal, ele destaca que conseguiu empenhar R$ 8,5 milhões para a saúde do município de Cuiabá. “Isso concentra quase 150 leitos de UTI e vai servir também para comprar EPIs, máscaras e álcool em gel para os profissionais da saúde e investir e preparar Cuiabá para eventual pico da curva do coronavírus”, declarou.

Deixe um Comentário

Your email address will not be published.

Itens relacionados