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Efeito Coronavírus: Conheça os sites que se pode identificar as fake news

Em tempos de COVID-19 iniciativas jornalisticas e ferramenta inteligentes vão te ajudar a checar, o que circula nas redes sociais são verdadeiras.  Por: Alessandra Barbosa Plataformas de checagem de fatos podem ajudar a saber se uma notícia compartilhada na web é falsa, ou seja, se trata de fake news. A prática conhecida pelo termo em inglês …

Por: Alessandra Barbosa

Antes incorporada à rotina dos jornais, a checagem de fatos perdeu centralidade após mudanças na dinâmica das redações. Com a agilidade exigida pelo público conectado e a redução das equipes de reportagem, a prática se tornou um nicho jornalístico.

Hoje, várias agências, sites ou iniciativas coletivas oferecem checagem de notícias compartilhadas. Conheça as principais plataformas online que ajudam a descobrir se um link contém fake news. Investigar a fonte e ficar atento a erros ortográficos estão entre as dicas para identificar uma “fake news”.

1. Fato ou Fake

O Fato ou Fake (g1.globo.com/fato-ou-fake) é uma iniciativa do Grupo Globo para verificar conteúdo suspeito nas notícias mais compartilhadas da internet. A apuração é feita em conjunto por jornalistas da CBN, Época, Extra, G1, TV Globo, GloboNews, Jornal O Globo e Valor Econômico.

O Comprova (projetocomprova.com.br) é um projeto de checagem de fatos que conta com o trabalho em equipe de jornalistas de 24 diferentes veículos. O foco da plataforma são as informações “enganosas, inventadas e deliberadamente falsas” compartilhadas durante as eleições brasileiras em 2018. A ideia é checar declarações, especulações e rumores que ganham projeção na internet. O trabalho envolve a apuração de textos, vídeos, imagens e gráficos. A rede de parceiros do Comprova inclui veículos como Exame, Folha de S. Paulo, Nexo, Nova Escola, Estadão, Uol e Veja.

3. Agência Pública – Truco

O Truco é uma iniciativa de checagem de fatos da Agência Pública (apublica.org), agência de jornalismo investigativo fundada por mulheres em 2011. A instituição não tem fins lucrativos e traz reportagens sobre aspectos da administração pública, com foco na defesa dos direitos humanos.

A agência escolhe frases para checagem a partir das declarações de figuras públicas e de boatos que circulam sobre temas eleitorais. Após análise das fontes, informações são classificadas em sete categorias diferentes: verdadeiro, sem contexto, discutível, exagerado, subestimado, impossível provar e falso.

4. Aos fatos

A Aos Fatos (aosfatos.org) é uma agência especializada na checagem de fatos também membro da IFCN e contratada pelo Facebook. Os jornalistas identificam informações públicas de acordo com a relevância e trabalham para verificar as fontes originais e classificar em sete categorias: verdadeiro, impreciso, exagerado, distorcido, contraditório, insustentável e falso. A agência aceita denúncias no Facebook e Twitter por meios de posts marcados com a hashtag #vamosaosfatos.

5. Lupa

A agência Lupa, ligada ao jornal Folha de S. Paulo, foi a primeira do Brasil dedicada estritamente ao que se chama de fact checking. Seus serviços estão voltados, em 2018, especialmente à cobertura das eleições para governos estaduais e presidência. Sua metodologia resulta no maior número de categorias entre as agências de checagem. São nove etiquetas que podem ser conferidas à informação após a análise: “verdadeiro”, “verdadeiro, mas”, “ainda é cedo para dizer”, “exagerado”, “contraditório”, “subestimado”, “insustentável”, “falso” e “de olho”. A Lupa conta com uma seção de sugestões para envio de possíveis notícias falsas, além de um bot no Messenger que ajuda a verificar se uma informação é verdadeira ou não.

6. Fake Check – Detector de Fake News

O Fake Check – Detector de Fake News (nilc-fakenews.herokuapp.com) é uma plataforma criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para checar notícias falsas. Ao contrário de agências jornalísticas, a iniciativa envolve o uso de tecnologia para analisar características da escrita para determinar se um texto é verdadeiro ou não.

7. Boatos

O Boatos (www.boatos.org) é um site criado pelo jornalista Edgard Matsuki em 2013. Seu objetivo é publicar verificações de notícias populares na web. Inicialmente focada em boatos com viés de curiosidade, a plataforma foi se tornando, aos poucos, também em um serviço voltado para o que ficou conhecido como fake news.

O trabalho é realizado por uma equipe pequena de jornalistas: apenas quatro profissionais, incluindo o próprio Edgar. As sugestões de notícias para checagem costumam surgir na área de comentários de posts do site. Em geral, usuários enviam solicitações com links de algo suspeito para recomendar a verificação.

8. E-Farsas

O E-Farsas (www.e-farsas.com) é o mais antigo serviço de verificação de notícias falsas, lançado em 2001. Segundo o portal, a iniciativa surgiu “com a intenção de usar a própria internet para desmistificar as histórias que nela circulam”. Muitos boatos que se popularizaram em listas de e-mail e caixas de comentários na internet foram desvendados pelo E-Farsas muito antes do fenômeno das fake news.

No entanto, apesar do sucesso, a plataforma se mantém até hoje com a equipe mais enxuta de todas as opções da lista. Uma só pessoa, o ex-pedreiro e hoje Analista de Sistemas, Gilmar Lopes, é responsável por investigar os fatos e publicar os posts com eventuais desmentidos. Sugestões de checagem são enviadas por meio da área de contato do site.

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