Economia Eventos Política

Dirigentes de entidades apontaram alternativas durante a apresentação do diagnóstico da economia de Mato Grosso

Durante o lançamento do estudo do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio, onde investir em Mato Grosso, com a palestra de um dos economistas mais renomados do país, Paulo Gala, com o tema ‘complexidade econômica, como entender esse cenário, os representantes de algumas entidades de classes, responderam questionamentos do público sobre a variedade econômica do estado.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, destacou o crescimento da região metropolitana com municípios menores que precisam se desenvolver. Ele lembrou que se criou o projeto da região metropolitana e não foi para frente. Na ocasião, ele defendeu o desenvolvimento regional e a necessidade de se investir em tecnologia, para industrializar parte de produção local, ao invés de importar. “Temos uma gama de produtos aqui, que precisam ser industrializados nos municípios. Quando fui prefeito de Nortelândia, investimos em um projeto que deu certo, que gerou emprego e renda para muitas famílias. Oferecemos a capacitação em costura industrial e a produção atendeu uma grande demanda de  confecções da Capital. Um trabalho de empreendedorismo desenvolvido com parcerias”, disse ele. Mato Grosso é rico em produção de algodão, por que não investir na indústria têxtil em Mato Grosso? Indagou, destacando que Mato Grosso é um estado com enormes potenciais e iniciativas, que contribuem para gerar oportunidades.

O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, respondeu o questionamento sobre de que forma a integração por meio de ferrovias em Mato Grosso. Ele assegurou que o modal contribuirá para o desenvolvimento do estado e destacou que Mato Grosso está no centro do Brasil, concentrando os grandes produtores de grãos, além de indústria e comércio. “A  logística onera muito o custo dentro do estado. Com a construção de três ferrovias, o preço do frete vai diminuir. Com isso, os produtos vão circular no estado inteiro e contribuir para a economia regional”, garantiu, frisando que as ferrovias serão muito bem vindas, e que são esperados os investimentos que tragam mais desenvolvimento para as regiões de Mato Grosso.

Ele destacou que o estudo foi realizado pela Fecomércio, visando contribuir para o desenvolvimento de Mato Grosso. Segundo ele, com as informações, os investidores que pretendem aplicar ou expandir seus negócios poderão utilizar os recursos em regiões específicas, que tenham maior interesse. “Podemos adiantar que o material é bastante completo, contendo informações estratégicas, que vão mostrar as potencialidades de cada região do estado e suas cidades-polo”, explicou Wenceslau.

O presidente Central do Sicredi Centro Norte, João Carlos Spenthof, abordou a participação da agricultura familiar em Mato Grosso e de que forma a instituição financeira vem atendendo o segmento rural. Na sua opinião, a agricultura familiar é muito importante, pois fixa o homem no campo. “Temos mais de 100 mil pequenas propriedades rurais espalhadas pelo estado. Apesar da pujança dos grãos,  a agricultura familiar tem um papel sócio econômico essencial junto a população que usufrui dos produtos do campo. O Sicredi já liberou mais de um milhão para os  pequenos produtores. Além de indústria e comércio, a instituição também apoia o agronegócio. Queremos ser protagonistas da agricultura familiar em Mato Grosso”, destacou o dirigente do Sicredi.

O secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, ressaltou  a perspectiva do governo em relação ao gás natural para Mato Grosso. Ele afirmou que tem quase cinco milhões de metros cúbicos de gás chegando ao estado. “Nós utilizamos pouco mais de dois milhões e meio. A agora com a escassez de chuva, a geração de energia com gás natural é uma alternativa mais econômica e representa uma fonte energética importante. O gás trará muita economicidade e  garantiu que aqueles que utilizam os veículos movido á gás terão mais economia, como também as indústrias. Estamos expandindo nossas relações e vamos buscar mais ferramentas que possamos usufruir deste produto”, informou Gallo.

Já o representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Celso Banazeski, destacou a importância do novo ciclo das commodities para Mato Grosso. Ele chamou atenção para o fato de que Mato Grosso tem um grande crescimento econômico, mas convive com uma enorme  desigualdade regional. “Estamos percebemos esta grande desigualdade entre municípios por várias questões. Consideramos que um dos caminhos, será verticalizar a produção agrícola, temos que instruir a qualificar essa mão de obras no campo, dar assistência técnica em todas as áreas rurais, temos que pensar na desigualdade econômica entre as regiões. Eu vejo como o estado de oportunidade, mas temos que saber aproveitar isto e fazer com que as pessoas aqui aproveitem também”, assinalou.

Fonte: AMM

Deixe um Comentário

Your email address will not be published.

Itens relacionados