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Cuiabá seguirá plano nacional e traça estratégia na rede para vacina contra a Covid-19

Ainda está sob análise do Ministério da Saúde qual vacina será disponibilizada a toda a população brasileira     A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), já está se preparando para receber e ofertar a vacina contra a Covid-19 à população cuiabana, assim que o Ministério da Saúde definir o plano …

Ainda está sob análise do Ministério da Saúde qual vacina será disponibilizada a toda a população brasileira

 

 

A Prefeitura de Cuiabá, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), já está se preparando para receber e ofertar a vacina contra a Covid-19 à população cuiabana, assim que o Ministério da Saúde definir o plano nacional de imunização, com a escolha do imunizante que será adquirido e dos grupos prioritários que receberão as primeiras doses.

Conforme explicou o prefeito Emanuel Pinheiro, em entrevista coletiva na ocasião de sua posse, no último dia 1º, o Município seguirá o programa nacional, ou seja, vai oferecer a vacina que será enviada pelo Ministério da Saúde.

“Seguindo o Comitê de Enfrentamento à Covid-19, sempre buscando o equilíbrio e a responsabilidade, optamos por buscar o amparo oficial. Existem vários tipos de vacina. Para algumas delas, Cuiabá não tem estrutura, existem várias minúcias, várias peculiaridades para a promoção dessa vacinação e há necessidade de apoio e respaldo. Primeiro, da Anvisa e, segundo, do governo federal. […] A vacina vem para o Estado, que distribui para os Municípios com base na densidade demográfica de cada município. Então, Cuiabá já vem com estoque preparado”, disse.

Conforme o plano preliminar de vacinação do Ministério da Saúde, a imunização da população será de responsabilidade da União, dos Estados e dos Municípios, cabendo às gestões municipais coordenar e executar as ações de vacinação, gerenciar o estoque de vacinas e insumos (armazenamento e transporte para os locais de uso), descartar e dar a destinação final correta aos frascos, seringas e agulhas utilizados, alimentar e gerenciar o sistema de informação do plano nacional de imunização.

Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha para aquisição de novas câmaras frias, material de consumo e serviço de transporte refrigerado das doses para aumentar a capacidade de fluxo da campanha de imunização. Especificamente sobre seringas e agulhas, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, Valéria de Oliveira, afirma que a aquisição é de competência do Estado, mas é de praxe nas demais campanhas o Ministério da Saúde enviar esses materiais.

Também está sendo definido junto à Diretoria de Atenção Primária da SMS quais unidades de saúde vão oferecer a vacina, conforme a coordenadora da Vigilância Epidemiológica. “Vamos sentar com a atenção básica para projetar cenários e definir quais unidades vão oferecer a vacina porque também vamos precisar de uma segurança reforçada, já que, diante dessa pandemia, a vacina estará muito visada”, explica.

Através de um convênio entre a Secretaria Municipal de Ordem Pública e a Secretaria de Estado de Segurança Pública, policiais militares exercem suas funções a serviço da Prefeitura de Cuiabá de forma remunerada em seus horários de folga, a chamada atividade delegada. São esses policiais que farão a segurança dos locais onde as doses da vacina contra a Covid-19 serão armazenadas e aplicadas nos pacientes.

Outro ponto que ainda está sob análise do Ministério da Saúde é qual vacina será disponibilizada a toda a população brasileira, inclusive a cuiabana. Dentre as vacinas que se encontram na fase 3 de estudos e que foram testadas no Brasil, estão: Coronavac, Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech, sendo que esta última exige armazenamento em câmaras de baixíssimas temperaturas, em média 60ºC negativos, o que o Município não tem capacidade de armazenar. No entanto, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Cuiabá, Valéria de Oliveira, explica que as demais exigem armazenamento em temperaturas entre 2ºC a 8ºC, o que exigiria a mesma estrutura utilizada nas demais campanhas de vacinação já realizadas nas unidades básicas de saúde.

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