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Com tanta gente em casa, a internet no Brasil vai suportar o consumo

Prevendo que ocorra por aqui, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) começa a partir desta quarta-feira (18) a acompanhar os planos de contingência das principais teles do país.   Com escolas suspendendo aulas e empresas decretando ‘home office’ para evitar a disseminação do coronavírus, o consumo da internet nas casas virou preocupação das provedoras e …

Prevendo que ocorra por aqui, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) começa a partir desta quarta-feira (18) a acompanhar os planos de contingência das principais teles do país.

 

Com escolas suspendendo aulas e empresas decretando ‘home office’ para evitar a disseminação do coronavírus, o consumo da internet nas casas virou preocupação das provedoras e das agências reguladoras.

Três semanas após os primeiros casos de Covid-19 no Brasil, já rola uma mudança no comportamento dos consumidores, que passaram a atingir picos de acesso em um horário mais cedo que o normal. O consumo já está explodindo em todo mundo.

“Em vários dos países impactados inicialmente pela Covid-19, como China, Coreia do Sul, Japão e Itália, nós vimos crescimento no tráfego de internet de 25% em média sobre as taxas do resto do mundo”, afirmou a Tilt Patrick Sullivan, diretor de tecnologia da Akamai.

Prevendo que o mesmo ocorra por aqui, a Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) começa a partir desta quarta-feira (18) a acompanhar os planos de contingência das principais teles do país —uma atitude tomada apenas em cenários de crise, como após a tragédia de Brumadinho e a Greve dos Caminhoneiros, que parou o país em 2018.

Será que tanta gente sentada na frente da Netflix ou fazendo reuniões por videoconferência é capaz de levar nossa internet entrar ao colapso? A resposta curta é: não.

“Outros segmentos econômicos, como o hoteleiro, artístico, turístico e de comércio, estão sendo muito impactados. O caso do setor aéreo é emblemático. O setor de telecom está relativamente ‘blindado’ aos demais em relação à crise decorrente da Covid-19 Leonardo Euler, presidente da Anatel.

Lentidão

A inevitável lentidão Isso está longe de ocorrer, mas tem gente que acredita que a lentidão da internet é inevitável. Antes de mostrar por que esses especialistas acreditam nisso, é preciso entender como há várias redes dentro da rede de internet. Os fios que chegam até sua casa são a chamada rede de acesso.

Já os cabos que percorrem distâncias maiores são a rede de transporte (chamadas de backhaul e backbone). Eles conectam os grandes servidores, que compõem o núcleo central, onde a informação é processada antes de ser roteada para seu destino. Os cabos submarinos ligam redes nacionais às de outros países.

“Todas essas partes serão um pouco mais demandadas, e já existe uma mudança e perfil nessa situação de coronavirus”, diz Gustavo Santana, superintendente de obrigações e controle da Anatel. Se o pico do acesso costumava ser entre 20h e 22h antes da crise, agora começa já pela manhã e vai tarde adentro.

Colapso

Isso, no entanto, está longe de significar um colapso da rede. A infraestrutura da internet é construída de modo a oferecer muito mais capacidade do que os consumidores precisam, diz Santana. “Quando as empresas fazem uma rede, elas mensuram qual é o tráfego normal, digamos de [capacidade] 10. Eles não botam um cano de 10, mas um de 20. Elas dimensionam uma rede com a condição de que vá sobrar demanda”.

Monitoramento de crise

Diante de toda a apreensão, a Anatel vai monitorar os planos de contingência das grandes operadoras, como Claro, Vivo, TIM e Oi. O Grupo de Gestão de Riscos e Acompanhamento do Desempenho das Redes de Telecomunicações (GGRR), da Anatel, vai analisar os relatórios diários de congestionamento das redes, interrupções de serviço e se as ações colocadas em prática serão efetivas caso a rede atinja certo grau de uso.

A partir daí, poderão ser tomadas decisões como desvio de tráfego para a rede de outras empresas. De antemão, a Anatel pediu para as operadoras reforçarem a velocidade de seus consumidores, ampliarem o plano de dados, abrirem redes de wi-fi e deixarem de cobrar para acesso a ferramentas de informação do Ministério da Saúde.

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