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CNM define o que será levado em videoconferência nesta segunda-feira (29) com o ministro Barroso

Durante a reunião do Conselho, ficou definida participação de um  representante de cada uma das cinco regiões, para a reunião com o TSE.   O Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios, se reuniu na ultima sexta-feira, 26, com os representantes das entidades estaduais para alinhar as estratégias de atuação do movimento municipalista na videoconferência …

Durante a reunião do Conselho, ficou definida participação de um  representante de cada uma das cinco regiões, para a reunião com o TSE.

 

O Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios, se reuniu na ultima sexta-feira, 26, com os representantes das entidades estaduais para alinhar as estratégias de atuação do movimento municipalista na videoconferência com presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Luís Roberto Barroso, marcada para o próxima segunda-feira (29), ás 15h.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, relatou como foi sua apresentação na videoconferência com o Senado Federal, quando discutiram as eleições, a princípio, adiadas para novembro. Ele disse que as lideranças municipalistas devem apresentar ao Ministro Barroso, as dificuldades em realizar eleições municipais neste ano.

“Temos que mostrar como funciona nos municípios, como é o envolvimento das pessoas em todo o processo para um pleito eleitoral. Haverá dificuldade em realizar a eleição em 2020, com a situação ocasionada pela pandemia em todo o País” disse Aroldi. Ele frisou também que ainda não há consenso na Câmara dos Deputados para passar o projeto.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurian Fraga, que integra o Conselho Político, enalteceu Aroldi pela explanação no Senado Federal. “Com o seu posicionamento, temos certeza que muitos mudaram de opinião sobre a realização das eleições este ano.

Fraga, sugeriu que todos trabalhem juntos com as bancadas federais tanto de Mato Grosso, como de outros estados. “Vamos mostrar que este ano, não há  possibilidade de realizar eleição por conta da pandemia. “Nenhum cientista garante que até lá, essa pandemia já esteja sob controle, pelo contrário, a cada dia, a cada mês que passa, a situação se agrava ainda mais. Nós vamos pedir para que derrubem a PEC 18, e que as eleições sejam suspensas. Vamos aguardar o momento ideal para fazer uma eleição segura, aí sim”, argumentou Fraga.

“Vamos ouvir a ciência, se tem a segurança, de que não tenha risco de provocar nenhuma morte ou contaminação por conta das eleições. Por outro lado, justificar que não tem condições de fazer campanha através de internet. Grande parte dos brasileiros não tem acesso á rede. Nos municípios do interior do Brasil, existem  dificuldades,  pois ainda há lugar que não tem sinal de internet”, alertou.

Além disso, como o candidato vai chegar no eleitor ? A campanha de prefeito e de vereador, é feita culturalmente, no corpo a corpo, no aperto de mão. Lembramos que temos mais de mil candidatos prefeitos que querem ir á reeleição, e também mais de quatro mil vereadores, com mais de 60 anos, além dos eleitores acima de 60 anos, muitos estão em grupos de risco, que querem votar. Por isso, vamos trabalhar pela derrubada dessa PEC e  a suspensão das eleições”, disse o presidente da AMM.

Durante a reunião, outros presidentes das estaduais se posicionaram. Luiz Neves, presidente da Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro, disse: “Entendo que só será possível que ocorra as eleições quando tiver uma vacina que possa proteger a todos e controlar toda essa situação”, justificou. José Patriota, da Associação Municipalista de Pernambuco, falou sobre a preocupação dos gestores nordestinos.“Não podemos colocar nossa população em risco, apenas por uma realização de uma eleição”, explicou. Julvan Lacerda, presidente da Associação Mineira de Municípios, disse: “trocar as eleições do dia 4 para o dia 15 dá na mesma. Esse adiamento de curto prazo não resolve nada, pelo contrário vai atrapalhar na transição de mandato”, alertou.

Francisco Nilson, presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará, disse:“O que eu vejo é que as cartas estão marcadas no Congresso Nacional, e com relação ao TSE temos que fazer a defesa da parte sanitária que é nossa maior preocupação”, garantiu.

Participaram da reunião, os presidentes da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Pedro Caravina; da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe); José Patriota; da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep), Wagner Costa Machado; Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro (Aemerj), Luiz Neves; Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz; Associação Mineira de Municípios (AMM-MG), Julvan Lacerda; Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Orildo Severgnini; Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Porciuncula; Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Dudu Freire; Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), da União dos Municípios da Bahia (UPB), Beto Maradona; da Associação Piauiense de  Municípios (APPM), Ricardo Sales; da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Yaporan Milhomen; Associação dos Municípios de Roraima (AMR), Henrrique Lopes; da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Luis Cruz e da Associação de Municípios do Paraná (AMP), Francine Frederico.

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