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Caso Isabele – Polícia Civil ouve testemunhas adolescentes e revela laudo da perícia

Laudo indica homicídio e aponta tiro a 40 cm do rosto da estudante. A menor foi morta no dia 12 de julho, quando estava na casa da amiga e suspeita no condomínio de luxo Alphaville.   Nesta quarta-feira (22.07), a Delegacia Especializada do Adolescente de Cuiabá (DEA) e a Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do …

Laudo indica homicídio e aponta tiro a 40 cm do rosto da estudante. A menor foi morta no dia 12 de julho, quando estava na casa da amiga e suspeita no condomínio de luxo Alphaville.

 

Nesta quarta-feira (22.07), a Delegacia Especializada do Adolescente de Cuiabá (DEA) e a Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) ouviram em depoimento testemunhas adolescentes, que são moradores do condomínio Alphaville e teriam conhecimento dos fatos sobre a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos.

Os adolescentes serão ouvidos utilizando a técnica de depoimento especial, procedimento de oitiva de criança ou adolescente vítima ou testemunha perante autoridade policial, limitado o relato estritamente ao necessário para o cumprimento de sua finalidade. O depoimento especial está previsto na Lei Federal 13.431/2017, que estabeleceu o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, e tramita em sigilo.

O depoimento especial é colhido uma única vez para evitar que a testemunha necessite repeti-lo em outras etapas da persecução penal. No depoimento especial é assegurada à testemunha a livre narrativa sobre a situação, podendo o profissional especializado intervir quando necessário, utilizando técnicas que permitam a elucidação dos fatos.

Além disso, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) apontou que o tiro que matou Isabele Ramos ocorreu a curta distância e reto. A bala teria entrado e saído reto da cabeça da adolescente de 14 anos. Confrontando a versão dada no depoimento da adolescente, que afirma que o disparo acidental teria ocorrido após uma das armas ter caído da caixa em que era armazenada.

Em 2019, profissionais que atuam nas duas delegacias passaram por uma capacitação com a Polícia Civil do Distrito Federal sobre tomada de depoimento especial e escuta especializada.

O depoimento especial foi realizado em uma sala na Deddica, com estrutura técnica preparada para receber crianças e adolescente e foi reformada em parceria com o Ministério Público Estadual. A sala tem acolhimento especial e lúdico e conta com equipamentos para gravação dos depoimentos.

 

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