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Brasil confirma casos suspeitos do novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

O que poucas pessoas sabem é que o quadro infeccioso pode se tornar uma miocardite viral, grande responsável pelos casos de mortes súbitas, que representam cerca de 320 mil vítimas todos os anos no país. Por: Alessandra Barbosa O Brasil tem nove casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, mesmo número anunciado na quarta-feira, embora …

O que poucas pessoas sabem é que o quadro infeccioso pode se tornar uma miocardite viral, grande responsável pelos casos de mortes súbitas, que representam cerca de 320 mil vítimas todos os anos no país.

Por: Alessandra Barbosa

O Brasil tem nove casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, mesmo número anunciado na quarta-feira, embora as pessoas não sejam as mesmas, informou o Ministério da Saúde nesta quinta-feira, acrescentando que enquanto alguns casos de quarta foram descartados outros foram incluídos na lista de suspeitos.

De acordo com a pasta, existem três casos suspeitos no Estado de São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, enquanto Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará têm um caso suspeito cada. Além disso, de acordo com a pasta, seis casos que eram considerados suspeitos já foram descartados.

De acordo com os dados da pasta, em relação aos números de quarta, quatro casos suspeitos foram descartados por exames laboratoriais que confirmaram infecções por outros vírus –dois em Santa Catarina, um em São Paulo e um no Paraná- e um caso, inicialmente apontado como suspeito, foi excluído dessa categoria por não atender todos os critérios.

Além disso, mais quatro casos suspeitos surgiram entre às 12h de quarta e às 12h desta quinta – em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Um caso no Rio Grande do Sul inicialmente descartado voltou a ser enquadrado como suspeito pois o paciente, que havia parado de apresentar sintomas, voltou a ficar sintomático.

“O fato de ter sido descartado ontem não significa que é um descarte permanente”, disse Gabbardo, ao explicar a reinclusão.

O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira, disse que a pasta tem tido cautela para preservar a identidade dos pacientes.

O novo coronavírus, que teve origem na China, já matou 170 pessoas no país asiático, o único a registrar mortes pela infecção e que registrou mais de 7 mil casos da doença. Outros 98 casos foram registrados em outros 18 países.

Nesta quinta, em reunião em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu declarar o novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional, após inicialmente decidir não tomar esta medida em reuniões anteriores.

As preocupações com o surto de coronavírus têm afetado os mercados financeiros dentro e fora do Brasil devido aos temores sobre o impacto que poderá ter no desempenho da economia global.

O Ministério da Saúde disse na quarta que não vai impor bloqueios à entrada de chineses no Brasil, ao mesmo tempo que recomendou que viagens ao país asiático sejam evitadas.

Após decidir declarar o novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional, a OMS disse que se opõe a qualquer restrição de comércio ou viagem em relação à China.

O Ministério da Saúde disse na quarta que não vai impor bloqueios à entrada de chineses no Brasil, ao mesmo tempo que recomendou que viagens ao país asiático sejam evitadas.

Após decidir declarar o novo coronavírus uma emergência de saúde pública internacional, a OMS disse que se opõe a qualquer restrição de comércio ou viagem em relação à China.

Coronavírus: o risco da contaminação viral para o organismo

O que poucas pessoas sabem é que o quadro infeccioso pode se tornar uma miocardite viral, grande responsável pelos casos de mortes súbitas, que representam cerca de 320 mil vítimas todos os anos no país.

A miocardite é a inflamação do músculo do coração, chamado de miocárdio. Esse músculo é responsável pela contração do coração e bombeamento de sangue do coração para todo o corpo.

“A redução na capacidade de bombeamento do sangue pode agravar para o surgimento de arritmias cardíacas. E, em casos mais complexos pode haver formação de coágulos no coração levando a um acidente vascular cerebral ou infarto”, afirma afirma a cardiologista Dra. Nicolle Queiroz, membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e do Hospital Luiz.

Existe sim a possibilidade de recuperação recuperação total do coração em aproximadamente 66% dos casos e recuperação parcial em 10% dos casos. 24% deles, no entanto podem ter evolução ruim e apresentar essa condição permanente, com necessidade de transplante cardíaco no futuro.

O rápido diagnóstico é fundamental para que não haja nenhum risco à saúde do paciente infectado com o vírus 2019-nCoV, além disso uma equipe médica multidisciplinar é imprescindível para diagnosticar qualquer disfunção no organismo decorrente da infecção.

  • Esses dados são da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. A Dra Nicolle Queiroz, faz parte do corpo clínico do Hospital Albert Einstein e do Hospital São Luiz

 

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