Destaque Noticias Política

AMM defende adiamento das aulas presenciais se a pandemia não estiver sob controle

O retorno das atividades escolares de forma presencial, continua dividindo opiniões entre as autoridades da Saúde, Educação, Assembleia Legislativa, Ministério Público, dirigentes do Fórum Estadual, Conselho de Educação, Undime, Sintep e Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, que representa os gestores municipais.  

O secretário estadual de Educação, Alan Porto apresentou na última semana, o plano de volta às aulas na rede estadual de ensino, previsto para o dia 7 de junho, no modelo híbrido, sendo a metade dos alunos na escola, enquanto a outra acompanha as aulas de casa, priorizando o retorno dos que não têm acesso à internet.

Por outro lado, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, apresentou o quadro da pandemia em Mato Grosso, com a atual taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva-UTI, que se encontra em 87,43% e as enfermarias em 38%. Diante dos números divulgados nos boletins da Secretaria de Saúde, com a matriz de classificação risco e os atuais indicadores, o próprio secretário vem sugerindo aos gestores, novas medidas de restrições. Conforme o secretário, é provável que, com o crescimento nas taxas de ocupação dos leitos de UTI, haja a necessidade em breve outras medidas, para conter o avanço do vírus. 

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Neurilan Fraga, alerta mais uma vez sobre a importância de se verificar o quadro pandêmico de Mato Grosso, considerando o risco que os alunos e os próprios pais terão, com a volta as aulas, mesmo no sistema híbrido.

Fraga chama a atenção para o fato de retornar ás atividades escolares, no próximo dia 7 de junho, se a pandemia continuar preocupante. “Defendo mais uma vez o adiamento das aulas, mesmo no sistema hibrido, caso a situação pandêmica não estiver sob controle”, disse ele, lembrando que há um contra censo. O secretário de Saúde mostra um quadro com o crescimento de casos e de óbitos, além da ocupação de leitos de UTI, e por outro lado, o secretário de Educação, que definiu o retorno das aulas para o início do mês. 

Na sua opinião, uma outra situação a ser observada, além do quadro pandêmico, teria que acorrer a vacinação em massa dos profissionais da Educação, fato este exigido pelas entidades de classe, que ameaçam uma greve geral da categoria. 

Fraga desaprova a conduta do secretário, Alan Porto de exigir dos pais dos alunos, o preenchimento de Termo de responsabilidade, garantindo a continuidade do processo pedagógico não presencial. “Acho que devemos respeitar a opinião dos pais, neste momento tão difícil. Nada deve ser impositivo. Os pais estão corretos em querer proteger os seus filhos para não serem contaminados pelos vírus no ambiente escolar. Desta forma os pais podem optar pelo ensino à distância, mesmo que isto represente alguma perda no ano escolar”, argumentou.

O governador Mauro Mendes, declarou recentemente em rede nacional, estar preocupado com a possível terceira onda da Covid-19 no estado, e destacou o crescimento da taxa de ocupação de leitos de UTI e de enfermarias nos últimos dias, em Mato Grosso.

Ontem a Comissão de Constituição, Justiça da Assembleia Legislativa, aprovou o parecer pela derrubada do veto do governador Mauro Mendes à vacinação dos profissionais da educação, incluindo  professores e técnicos da rede pública e também da iniciativa privada. Há um consenso entre os parlamentares, de que a vacinação seja garantida aos professores antes do retorno das aulas.

Deixe um Comentário

Your email address will not be published.

Itens relacionados