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Feirantes participam de curso de boas práticas e manipulação de produtos comercializados

Mais de 80 feirantes que comercializam produtos de origem animal participam de curso de Boas Práticas e Manipulação, na segunda-feira (10). A capacitação é fruto de parceria entre a Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus Bela Vista. Os participantes tiveram aulas …

Mais de 80 feirantes que comercializam produtos de origem animal participam de curso de Boas Práticas e Manipulação, na segunda-feira (10). A capacitação é fruto de parceria entre a Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Campus Bela Vista.

Os participantes tiveram aulas práticas nos laboratórios do Instituto, onde foram abordadas temáticas específicas divididas em quatro circuitos: higiene pessoal no contexto de comercialização de carne e peixe; setor de peixe; de carne vermelha e microbiologia.

Aberta aos permissionários das 48 feiras da cidade e do Mercado do Porto, a qualificação garante ainda certificado de participação aos trabalhadores, que buscam novas soluções para ampliar mercado e conquistar clientes.

É o caso de Ariana Rocha Ferreira. Feirante há 22 anos, hoje ela comercializa frango e carne suína no Mercado do Porto e explica que, embora a maioria dos colegas já tenha passado por capacitações, é preciso que se atualizem sempre, estando atentos às novas regras e, especialmente, às exigências do público.

“Hoje aprendemos sobre formas de armazenamento e produção. Estes padrões vêm mudando com o tempo. Antigamente a mercadoria ficava exposta. A visibilidade e o contato do consumidor eram parte da venda. Hoje não é assim e, com essas mudanças, precisamos criar novas estratégias”, conta.

Para a titular da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Débora Marques, o poder público tem obrigação de auxiliar o setor, que resiste apesar da crise.  Para isso, outras ações são desenvolvidas, como as readequações das feiras livres, que já dão resultados no CPA II, Praeiro e Duque de Caxias.

“Não é só estética. A entrega de barracas, jalecos, crachás e alvarás nos ajudam a ordenar estes espaços. Os tempos mudaram e o consumidor não é o mesmo, por isso não se pode trabalhar do mesmo jeito que há 20 anos. Portanto, ao investirmos em ordenamento e qualificação estamos fomentando a economia neste setor”, avalia.

Boas Práticas e Empreendedorismo

Durante o encontro a professora Nágela Picanço lembrou que as boas práticas de manipulação são exigências legais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Contudo, sua adoção também pode ser encarada como meio para obter lucro.

Para entender este paralelo é preciso que os comerciantes pensem se há alguma vantagem em aplicar estes métodos em suas rotinas, o que representa redobrar os cuidados com o lixo e a água, por exemplo.

“Afora os benefícios para a saúde, que a maioria já conhece, estas medidas trazem outras vantagens ao permissionário. Uma delas é a competitividade. Isso porque se vende também qualidade, a imagem daquele produto para o consumidor, que se dispõe a pagar quando percebe que o processo de manuseio se deu com segurança.”

Sendo assim, é preciso entender as boas práticas como parte do empreendedorismo. “Elas garantem o fornecimento de alimentos de boa qualidade, portanto saudáveis para o consumidor. Produtos saudáveis deixam os consumidores mais confiantes e consumidores confiantes gastam mais.”

 

Edições futuras

Na ocasião o reitor do IFMT- Campus Belas Vista, Deiver Alessandro Teixeira anunciou a realização de mais uma qualificação voltada ao setor. O próximo curso será dividido em três módulos e terá foco em processamento, manipulação e comercialização de alimentos.

Segundo o reitor, a capacitação terá duração de 80 horas e o edital para participação será divulgado nas próximas semanas. “Queremos ligar o nosso nome ao dos feirantes, para que as feiras avancem que as pessoas saibam que estes trabalhadores estão capacitados para oferecer mercadoria segura à população”, afirmou.

Débora lembra que a parceria não apresenta custos à Pasta. “O IFMT abriu as portas para nós e abraçamos esta oportunidade, de oferecer acesso ao ensino de excelência reconhecido nacionalmente.” Ela também destaca que na segunda-feira (17) esta etapa será finalizada e os certificados de participação entregues.

 

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