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Wilson Santos recebe alerta para não cair no conto do vigário do VLT

Preocupado com a segurança jurídica do contrato mantido pelo governo do Estado com as empreiteiras que compõem o Consórcio VLT, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), alertou o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) para manter-se atento nas tratativas relacionadas a retomada das obras do VLT.

Wilson Santos se desligou provisoriamente do cargo de secretário de Cidades para articular no Legislativo a continuidade das obras do VLT, o que implica em conduzir uma votação contrária ao relatório final da CPI das Obras da Copa que recomenda a rescisão do contrato.

Na avaliação de Botelho, Wilson está firmando acordo com pessoas que já “mentiram” exaustivamente para a população.

“Cuidado, deputado Wilson Santos. Você está trabalhando com as mesmas pessoas que mentiram para o povo. Um pessoal que pactuou com as mentiras. Foram à televisão dizer que a obra ia ser inaugurada e não inauguraram.Essas mesmas pessoas estão com o senhor hoje. O senhor abre o olho, porque esse consórcio mentiu para o povo. Avalizaram todas as mentiras do governo Silval. Na hora que o governo vinha na televisão, eles estavam lá, dizendo que estavam entregando tal dia. E tudo foi mentira”, afirmou.

Botelho revelou ainda que devolveu o relatório final da CPI das Obras da Copa aos membros para modificar determinados. O parlamentar defende a retomada da obra e o relatório poderia atrapalhar.

“Devolvi para que eles façam avaliação sobre dois aspectos: o primeiro é que eles recomendam a paralisação da obra. E nós entendemos que já gastamos mais de R$ 1 bilhão. Não temos como abrir um buraco, colocar tudo lá dentro e colocar uma lápide ‘aqui jaz o VLT’. Não temos como voltar atrás nessa obra. Pedi para eles darem uma avaliada nisso. E também com relação a recomendação de afastar o Consórcio. Esse é o melhor caminho que o governo encontrou para a obra sair da judicialização, porque senão vai ficar na Justiça enrolando, mais três, quatro, 10 anos. E aí se perde tudo”, afirmou.

Outros encaminhamentos como o indiciamento de agentes políticos, como Silval Barbosa, e a devolução de valores supostamente superfaturados continuarão no relatório.

“Não discuti questão de valores. Essa é uma questão que não posso entrar. Se houve desvio, não tem como mudar. Estou discutindo o mérito da situação, o prosseguimento da obra. A questão de desvio vai ser mantida. Não pode mudar, isso é matemático. Se teve desvio, vai mandar ao Ministério Público para investigação”, completou.

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