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Taques acusa TCE de conivência com roubalheira de Silval e vê uso político de conselheiro

O governador Pedro Taques (PSDB) criticou de forma dura a iniciativa anunciada do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de recorrer a Justiça para ter acesso a dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) relacionadas a exportações. A medida foi anunciada publicamente pelo presidente do TCE, conselheiro Antônio Joaquim.

Taques acusou Antônio Joaquim de explorar a estrutura do TCE para promover campanha eleitoral antecipada. Isso porque o conselheiro é cotado para ser candidato ao governo do Estado pelo PMDB, partido que atualmente faz oposição à gestão estadual.

As críticas foram feitas por meio do WhatsApp na noite desta segunda-feira (24).

Taques afirmou que o TCE “se permite rebaixar mais uma vez” e apontou conivência da Corte de Contas com as irregularidades cometidas na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015 pela suspeita de chefiar esquemas de corrupção.

“A primeira vez aconteceu quando permitiu as negociatas de venda de vagas, antes veladas e agora reveladas por denúncias que pipocam a todo lado. Alí,i teve de tudo pra ocupar vaga, até conselheiro hereditário”, disse

“A segunda vez foi quando permitiu que todas as negociatas do Governo Silval (antes supostas e agora expostas) acontecessem embaixo das suas barbas, seja por conivência ou por incompetência. Cabe a ressalva de que o TCE esteve presente na Secopa, com auditores permanentes lá, com este mesmo modelo ‘inovador’ de auditoria durante a execução. Deu no que deu: obras de péssima qualidade, sem prazos, com descontrole total. Sobrou pra gente organizar essa zona”, criticou.

Para justificar a ida a Justiça, o TCE sustenta que a Sefaz se negou a fornecer informações requisitadas por equipe de auditores públicos externos designada para essa atividade, sob a alegação de preservação de sigilo fiscal das empresas exportadoras. A medida teria impossibilitado uma auditoria a ser realizada pela Corte de Contas.

“O TCE se permite servir de trampolim (ou seria puleiro ?) eleitoral para o seu presidente, auto-declarado candidato, chamar para si holofotes em ações politiqueiras, midiáticas e desprovidas de valor real”, disse Taques.

O governador ainda insinuou que Antônio Joaquim quer ter acesso a dados sigilosos para “prospectar” possíveis doadores de campanha para uma eventual disputa eleitoral.

“Nada justifica que, ao invés de analisar os dados e sistemas de controle, querer acesso a CPFs e valores individuais. Não interessa a eles os processos, mas sim os nomes. Quer prospectar CPFs com que interesse? Avaliando o potencial dos contribuintes para Futuras doações de campanha ? Muito estranho tudo isso”, afirmou o governador.

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