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Silval vai confessar novos crimes em depoimentos a Justiça

Após confessar crimes e deixar a cadeia, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) vai participar no mês de julho de quatro reinterrogatórios nas ações penais em que responde na 7ª Vara Criminal de Cuiabá conduzida pela juíza Selma Arruda.

A pedido da defesa do peemedebista, os reinterrogatórios serão marcados por novas revelações a respeito do esquema de corrupção que vigorou em Mato Grosso nos últimos anos. Os depoimentos estão marcados para os dias 5,17,19 e 24 de julho.

Os depoimentos serão dados em três ações penais relacionadas a Operação Sodoma, na qual Silval Barbosa é acusado de chefiar um esquema de cobrança de propina para concessão de incentivos fiscais a empresas privadas.

Há ainda a acusação de que o ex-governador cobrava propina do empresário William Mischur para manter em vigência o contrato do Estado com a empresa Consignum, que oferecia empréstimo consignado aos servidores públicos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o valor da propina variava de R$ 500 mil a R$ 700 mil mensal. Um terceiro processo decorrente da Operação Sodoma também é derivado de cobrança de propina a empresa privada para vigência de contrato com a administração pública.

Outra ação penal decorrente da Operação Seven do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acusa Silval Barbosa de chefiar uma organização criminosa que desviou R$ 7 milhões dos cofres públicos por meio de uma fraude

As confissões do ex-governador são uma estratégia jurídica para ter a pena reduzida em eventuais sentenças condenatórias. A confissão espontânea de crimes é uma atenuante de pena conforme o artigo 65 do Código Penal. Nas alegações finais dos processos criminais em que Silval figura como réu, o Ministério Público requer pena superior a 20 anos de cadeia em razão de crimes como organização criminosa e corrupção passiva.

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