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Silval narra 56 fatos criminosos em delação

Delação de Silval reúne 56 ‘eventos’ criminosos

Chamada de “monstruosa” pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) narra nada menos que 56 eventos em que teriam sido praticados os mais variados crimes. Além de chamar a atenção pela quantidade de fatos, os depoimentos contam com mais de 100 pessoas e empresas citadas, nem todas na condição de suspeitas da prática de ilícitos. A expectativa agora fica por conta dos desdobramentos destas declarações.

O acordo que culminou com a “Lava Jato Pantaneira” consumiu tempo de Silval e seus advogados, representados pelo jurista Délio Lins e Silva Júnior. Entre o primeiro contato, com a manifestação do desejo do político que comandou o Estado de 2010 a 2014 em confessar seus crimes e a homologação, se passaram cerca de 13 meses.

A solicitação foi feita à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 18 de julho do ano passado. No pedido, além de mostrar a intenção de confessar seus crimes e revelar os esquemas de que tinha conhecimento, o ex-governador apresentou 12 anexos, uma síntese dos 56 eventos que foram narrados por ele.

Para assegurar a efetividade do que estava disposto a entregar, foi necessária a inclusão de outros personagens, enredados em crimes e que poderiam contribuir com as investigações, como a esposa do ex-governador, Roseli Barbosa, o irmão, Antônio Barbosa, o filho, Rodrigo Barbosa, e o ex-chefe de gabinete, homem de confiança de Silval há mais de uma década, Sílvio Cezar Corrêa Araújo.

A Gazeta

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