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Servidora do IFMT destaca não ser acusada de enriquecimento e pede para depor à PF

Da Assessoria

Samila Dalva de Jesus e Silva suspeita de denúncia anônima surgir às vésperas das eleições, em que ela tenta uma vaga na Câmara de Campo Novo do Parecis

 

A servidora do IFMT (Instituto Federal de Mato Grosso) e candidata a vereadora em Campo Novo do Parecis, Samila Dalva de Jesus e Silva, afirmou que forneceu todos os documentos necessários para provar que não tem nenhuma relação com possíveis fraudes em contratos investigados na Operação Circumitus, deflagrada em 21 de outubro pela Polícia Federal. A servidora federal foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Samila, por meio de nota assinada pela sua defesa, afirma ter estranhado o fato da denúncia anônima surgir às vésperas da eleição. Ela possui mais de 10 anos como servidora pública e nenhuma anotação em sua ficha funcional.

“Tão logo tomou conhecimento do mandado de busca e apreensão, Samila disponibilizou à autoridade policial amplo acesso a todo e qualquer documento que estivesse no endereço alvo do respectivo cumprimento”, diz a nota assinada pelo advogado Artur Barros Freitas Osti.

A servidora já protocolou pedido para ser ouvida junto à Polícia Federal e destacou que não existe em seu desfavor acusação de apropriação de dinheiro público. “Tanto assim o é que não foi alvo de qualquer ordem de sequestro ou bloqueio de bens e valores”, observou a defesa, destacando que Samila está afastada do cargo por conta do período eleitoral e só retornará após as investigações serem concluídas.

Confira a nota na íntegra:

Em razão das notícias veiculadas na imprensa local (21/10/2020) quanto ao cumprimento de mandado de busca e apreensão em desfavor de Samila Dalva de Jesus e Silva, servidora licenciada do cargo de Diretora de Administração e Planejamento do IFMT – Campus Campo Novo do Parecis, em respeito à verdade dos fatos, sua defesa constituída esclarece o seguinte:

1. Trata-se de investigação iniciada a partir de denúncia anônima, formulada justamente no período que antecede o pleito eleitoral, quando Samila, após mais de 10 (dez) anos de serviços prestados no ambiente acadêmico, decidiu submeter seu nome ao escrutínio público.

2. Tão logo tomou conhecimento do mandado de busca e apreensão, Samila disponibilizou à autoridade policial amplo acesso a todo e qualquer documento que estivesse no endereço alvo do respectivo cumprimento.

3. Tendo obtido acesso ao conteúdo da investigação, Samila já apresentou pedido nos autos do Processo para que seja ouvida pela autoridade policial, ocasião em que esclarecerá toda e qualquer suspeita que tenha pairado sobre sua conduta em razão das denúncias formuladas por cidadão que preferiu se manter no anonimato.

4. É bom que se destaque que, em desfavor de Samila, não pesa qualquer acusação de enriquecimento ilícito em detrimento do erário. Tanto assim o é que não foi alvo de qualquer ordem de sequestro ou bloqueio de bens e valores.

5. Em razão da atividade política, Samila encontra-se afastada do cargo até então ocupado junto ao IFMT e, para que não se alegue qualquer intento contra a conveniência da instrução do Inquérito, assim permanecerá até que a verdade dos fatos seja desvelada mediante a contradita da injusta acusação formulada por denunciante anônimo.

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