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PF questiona Temer sobre participação de senador em suposto esquema

PF questiona Michel Temer sobre senador de MT (Foto: Marcus Vaillant)

O senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR) é citado em duas das 50 perguntas feitas pela Polícia Federal ao presidente Michel Temer (PMDB) no inquérito que investiga a suspeita de favorecimento indevido ao setor portuário em decreto presidencial que alterou regras de concessões.

O decreto foi publicado por Temer em 11 de maio e aumentou o prazo dos contratos de concessão de áreas portuárias de 25 anos para 35, podendo ser prorrogado até 70 anos, beneficiando as atuais empresas concessionárias.

As perguntas foram divulgadas pela Época, que teve acesso ao conteúdo da investigação. De acordo com a publicação, a PF faz a seguinte questão ao presidente: “Foi procurado pelo senador Wellington Fagundes para tratar sobre o novo decreto dos portos? Se sim, quando e onde? Explicitar as demandas do senador. O senador Wellington Fagundes defendia a inclusão de solução das concessões dos contratos pré-93 no novo decreto dos portos? Quais as justificativas apresentadas pelo senador?”

Em outra pergunta a PF questiona: “Por que Gustavo Rocha e Beto Mansur disseram, durante diálogos com Rocha Loures, devidamente autorizados pela Justiça, que a inserção da questão pré-93, tanto defendida por Rocha Loures, Beto Mansur e Wellington Fagundes, seria uma ‘exposição para o presidente’? Vossa Excelência sabe dizer se tal normatização por meio do novo decreto dos portos seria ilegal? Por quê?”

A PF já tomou o depoimento de quase todos os investigados, o inquérito já entrará em sua fase final.
Além de Temer, a PF investiga o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, famoso por ter sido flagrado em uma corridinha com a mala de R$ 500 mil entregue pela JBS.

A PF também investiga o coronel João Baptista Lima Filho, acusado de receber propina em nome de Temer, e o advogado e ex-assessor José Yunes, que já admitiu ter recebido um pacote de dinheiro do operador Lúcio Funaro.

De acordo com a Época, os elementos colhidos até agora pela PF confirmam um intenso lobby da empresa Rodrimar, concessionária de áreas no Porto de Santos, junto a autoridades públicas para conseguir benefícios no decreto presidencial. A empresa recorreu a Rocha Loures, ao deputado Beto Mansur, do PRB de São Paulo, e ao senador Wellington Fagundes, do PR de Mato Grosso.

Por A Gazeta 

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