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Paulo Taques recorre ao STJ para obter liberdade

O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, é suspeito de participar de esquema de grampos telefônicos

O ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de liminar em habeas corpus para deixar a cadeia.

Taques está preso preventivamente desde sexta-feira (4) numa decisão dada pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, por conta da suspeita de participação em um esquema de grampos telefônicos clandestinos montados a partir de 2015 na estrutura da Polícia Militar de Mato Grosso.

O pedido de liminar em habeas corpus foi protocolado ontem e distribuído ao ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

A defesa do ex-secretário Paulo Taques, primo do governador Pedro Taques (PSDB), é conduzida pelo renomado advogado Ilton Norberto Robl Filho, principal membro do escritório Luiz Gustavo Grandinetti, ex-desembargador no Rio de Janeiro e doutrinador do Direito.

Ainda subscrevem o habeas corpus os advogados Luiz Gustavo de Carvalho e Camila Torres de Brito.

O esquema de grampos telefônicos ilegais foi denunciado no programa dominical Fantástico da Rede Globo em julho.

O episódio gerou o desligamento antecipado de Paulo Taques da chefia da Casa Civil.

As investigações conduzidas até o momento apontam que as interceptações ilegais atingiram jornalistas, advogados, médicos, servidores públicos e até a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), considerada porta voz da oposição na Assembleia Legislativa.

Na decisão que autorizou a prisão preventiva de Paulo Taques, o desembargador Orlando Perri citou que existem indícios de uma organização criminosa montada com a participação de policiais militares para promoção de escutas telefônicas clandestinas em Mato Grosso.

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