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Mauro Mendes diz que Silval não pode ser considerado como “Herói” depois da delação

Mauro Mendes chava Silval de bandido

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), afirmou que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) não pode ser considerado como um “herói” por ter entregado esquemas de corrupção, cometidos durante a gestão no Estado. Para Mauro, Silval é um bandido e deve comprovar as revelações feitas na delação ao Ministério Público Federal (MPF), envolvendo autoridades de vários poderes.

“Existem fatos que serão difíceis de ser explicados por alguns desses agentes. Mas não é porque o Silval Barbosa, que cometeu dezenas de crimes, cita um nome, que essa pessoa vai virar bandido. Temos que ver que quem está acusando hoje é um bandido. Espero que ele esteja falando a verdade da grande maioria dos fatos. Não é porque fez delação, que Silval virou ‘mocinho'”, pontuou.

O ex-prefeito foi citado por Silval e admitiu ter feito uma reunião em sua casa para falar das eleições, em 2014, com o ex-governador e os então senadores Blairo Maggi (PP) e Pedro Taques (PSDB).

A reunião consta na delação de Silval ao MPF, que ele relatou que no encontro Mauro teria pedido que o ex-governador doasse R$ 20 milhões para a campanha de Taques ao Governo. Silval era do grupo de apoio à campanha adversária, de Lúdio Cabral (PT).

“Não é porque o Silval Barbosa, que cometeu dezenas de crimes, cita um nome, que essa pessoa vai virar bandido. Temos que ver que quem está acusando hoje é um bandido”.
Em retorno ao “investimento” na campanha, Silval disse que Taques não investigaria sua gestão. O ex-governador não chegou a destinar dinheiro à campanha tucana, porém, disse ter sido cumprimentado por Taques por também não ter doado para Lúdio Cabral.

Mauro confirmou que a reunião foi feita cerca de dois meses antes do início da campanha eleitoral, mas negou as negociatas e disse que a conversa foi republicana.

“Posso falar bem claramente de uma reunião que houve na minha casa bem antes do pleito eleitoral, na qual estivemos eu, o senador Blairo, o senador Pedro Taques e o então governador. Eu, como prefeito da Capital, já recebi muitas autoridades na minha casa, mesmo antes de ser prefeito. Então, o recebi, sim”, declarou o ex-prefeito, em entrevista para a Rádio Capital FM, nesta quarta-feira (30).

Segundo ele, a conversa tratou da possibilidade de candidatura de Pedro Taques ao Governo, negando ter pedido doação ilegal a Silval.

“Eu não posso falar por coisas que não fiz. Eu não tenho que desmentir ou confirmar. Primeiro porque não fiz nada ilegal ou imoral. Porque se pedi ou não uma ajuda para campanha do governador, pedir ajuda não é ilegal”, disse.

O ex-prefeito argumentou não ter sido coordenador financeiro da campanha de Taques e, portanto, não teria qualquer responsabilidade por doações e recursos recebidos durante o período eleitoral.

“Eu era um membro político que estava participando da campanha ativamente, mas com nenhuma responsabilidade de coordenação financeira. E, tudo que fiz, posso em juízo prestar esclarecimentos. Não vou entrar agora na seara de confirmar ou não, porque isso tem que ser provado pelos atores principais dessa história”, afirmou Mauro Mendes.

Repórter MT

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