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Lula desiste de chamar Maggi como testemunha de defesa na Zelotes

Defesa de Lula abre mão das testemunhas de defesa

A defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e de seu filho Luís Cláudio Lula da Silva desistiu de ouvir o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como testemunha de defesa em processo da Operação Zelotes, que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal. A desistência foi autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, nesta segunda-feira. Além de Maia, os advogados do ex-presidente também abriram mão de ouvir o ministro da Agricultura do governo Temer, Blairo Maggi, e a secretária do Instituto Lula, Cláudia Troiano.

No início deste mês, no dia 4, Vallisney já havia autorizado que Lula e seu filho enviassem as perguntas que seriam respondidas por Maia por escrito. Os advogados teriam três dias para entregar ao juiz as questões para Maia, que por ser presidente da Câmara tem a prerrogativa de testemunhar por escrito.

Lula e o filho foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes. A acusação atinge também o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni. O juiz Vallisney decidiu dar prosseguimento às denúncias, em maio deste ano.

O QUE PESA CONTRA LULA : OS PROCESSOS E INVESTIGAÇÕES.

Segundo o MPF, a denúncia foi feita após as investigações apontarem indícios de envolvimento do petista e de seu filho, além do lobista Mauro Marcondes e da engenheira Cristina Mautoni em negociações apontadas pelos investigadores como irregulares e que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen NG pelo governo brasileiro. Também há indícios de irregularidades na prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio de uma medida provisória, segundo o MPF.

O MPF sustenta que os crimes foram praticados entre 2013 e 2015 quando Lula, na condição de ex-presidente, integrou um esquema que “vendia a promessa” de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia (M&M). “Em troca, Mauro e Cristina, donos da M&M, repassaram a Luiz Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões”, escreveram os procuradores República Hebert Mesquita, Frederico Paiva e Anselmo Lopes.

Decisão do Juiz Federal de Brasília

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