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Governo e Prefeitura fecham Copacabana para evitar aglomerações na virada do ano

Da Redação c/ G1

A partir das 20h do dia 31, somente moradores poderão ter acesso ao bairro para evitar aglomerações, decide prefeito em exercício, Jorge Felippe (DEM)

 

 

Réveillon do Rio de Janeiro, considerado uma das maiores festas de ano novo do mundo, foi cancelado devido à pandemia de covid-19, confirmou o governador em exercício Claudio Castro (PSC) e o prefeito em exercício Jorge Felippe (DEM), as ruas no bairro de Copacabana estarão fechadas. Somente moradores e hospedes dos hotéis poderão circular.

 

Cláudio Castro, governador em exercício no Rio de Janeiro, propôs regras mais rígidas de acesso a praia de Copacabana na noite do réveillon. A tradicional festa no local já havia sido cancelada em setembro

 

O fechamento sera de quatro quadras ao longo da orla, além da estação do metrô que fica no bairro. Evitar o trânsito de pessoas no local seria uma maneira de diminuir a aglomeração na praia de Copacabana.

O prefeito em exercício do Rio, vereador Jorge Felippe (DEM), decidiu ampliar as medidas restritivas para evitar aglomeração de pessoas durante o réveillon. Além de fechar os acessos a Copacabana, na Zona Sul, tradicional palco da festa da virada, que foi cancelada, proibiu a queima de fogos e equipamentos de som na orla.

Na última quarta-feira (23), Felippe já havia adiantado algumas das medidas restritivas, que incluem, além do bloqueio de Copacabana, a proibição de estacionamento de veículo na orla e ruas do entorno, o bloqueio do transporte público para acesso a Copacabana e a proibição de festas privadas tanto no calçadão quanto na areia.

Um decreto com todas as medidas restritivas seria publicado nesta segunda-feira (28). Entre elas, destacam-se:

  • A queima de fogos ficará proibida em toda a orla da cidade desde as 0h do dia 30 de dezembro até as 7h do dia 1º de janeiro. Nem mesmo a rede hoteleira poderá acionar fogos de artifício;
  • O uso de equipamentos de som será proibido em toda a extensão da orla a partir da 0h do dia 31 até as 6h do dia 1º;
  • O trabalho dos ambulantes também será restringido. A permanência de barraqueiro em ponto fixo, tanto na areia da praia quanto no calçadão, ficará proibida das 0h do dia 31 às 6h do dia 1º;
  • Ônibus, micro-ônibus e vans de fretamento não poderão entrar na cidade do Rio de Janeiro a partir do primeiro minuto do dia 31 até as 6h do dia 1º.

As festas públicas de réveillon em Copacabana já tinham sido canceladas pelo prefeito Marcelo Crivella. As festas em quiosques também estão canceladas.

Os quiosques, entretanto, estão autorizados a funcionar como vêm operando desde a reabertura, em julho, “com quantidade reduzida de mesas, distanciamento de 1,5 m entre elas, e seguindo todos os protocolos de segurança e higiene”, segundo a concessionária Orla Rio.

O réveillon da praia de Copacabana, que costuma reunir mais de 2 milhões de pessoas, foi cancelado pela Prefeitura
em setembro. A princípio, as festas particulares e em quiosques estavam liberadas. Mas o governo municipal também voltou atrás na decisão e anunciou que a venda de ingressos para comemorações na orla estavam proibidas.

Até ontem, 27.12, o RJ tem 24.918 mortes por coronavírus e 421.069 casos confirmados de Covid-19.

Niterói também cancela réveillon

A Prefeitura de Niterói anunciou na semana passada que as comemorações de réveillon na cidade estão suspensas.

A determinação vale para casas de festa, bares, clubes, restaurantes e demais eventos com venda de ingresso. As tradicionais queima de fogos nas praias da cidade também não vão acontecer nesse ano.

Segundo o município, o objetivo é evitar aglomerações e manter o controle da pandemia da Covid-19.

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