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Galli classifica defensores do aborto de “abortistas”

Representante da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, o deputado federal Victorio Galli (PSC) utilizou a tribuna na Câmara dos Deputados para classificar ‘abortistas’, termo atribuído aos defensores do aborto, aos “nazistas”, numa alusão a doutrina do ex-ditador alemão Adolf Hitler.

“Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos”, declarou.

Em discurso, Galli ainda atacou movimentos feministas pró-aborto.
O discurso do parlamentar foi em protesto a uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) que pede a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gravidez.

A ministra Rosa Weber determinou na segunda-feira (27) que a Presidência da República, Senado Federal e a Câmara dos Deputados prestem informações no prazo de cinco dias.

Na avaliação do deputado Victório Galli, vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica e Líder do PSC na Câmara dos Deputados, um tema tão grave como esse merece um debate profundo no Congresso Nacional e não pode prosseguir sem passar pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“Querem legalizar o aborto, no Brasil, sem passar pelo plenário da Câmara dos Deputados. O tema precisa ser debatido no Congresso.Temos o direito e o dever de proteger o nosso país de ações malignas, distorções jurídicas e abominações ideológicas. Nesta guerra ideológica em que somos combatentes, não há um terceiro lado, ou estamos ao lado dos cristãos e defensores dos valores dos brasileiros ou não”, atacou.

O PSC já solicitou ao STF para entrar como parte interessada na causa, podendo opinar sobre o caso e prestar informações. O partido cristão alega que “o direito à vida é inviolável, posto a salvo desde a concepção e dele ninguém pode ser privado arbitrariamente”.

Com relação aos encaminhamentos e a determinação da ministra Rosa Weber, o deputado Victório Galli solicitou à Mesa Diretora da Câmara Federal que ouça a Frente Parlamentar Evangélica, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) , Conselho de Pastores e a Frente Católica antes de encaminhar a resposta ao STF e que cumpram, dentro do prazo, a solicitação da ministra e relatora da ação.

Veja trechos do discurso do parlamentar:

Os defensores do aborto costumam dizer a seguinte frase: “meu corpo, minhas regras”. Defendem que a conveniência pessoal é mais importante que a vida humana. Ou seja, defendem que uma decisão pessoal possa justificar o assassinato de uma criança.

O que diriam as feministas, defensoras do aborto, ao se depararem com uma legião de “mães” que decidiram abortar por estarem gerando um bebê do sexo feminino? As feministas iriam defender o extermínio de todos os bebês do sexo feminino sob a justificativa e conveniência pessoal dessas “mães” que desejaram gerar somente crianças do sexo masculino. Não correriam o risco de serem taxadas de sexistas e misóginas?

Esses questionamentos, certamente farão esses grupos ideológicos pensarem muito antes de respondê-los. Pois suas bases de pensamento são relativistas, relativizam tudo para justifique suas frustrações.

Conseguem relativizar até a vida humana. Além disso, seus argumentos sofrem mutações quando são encurralados.

Temos que colocar a vida em primeiro lugar, não podemos aceitar a relativização do direito à vida. Daqui a pouco irão matar bebês independentemente se tiverem 1 mês de gestão ou 1 ano após o nascimento, pois a lógica é a mesma, conveniência. Uma mãe que desistiu de criar uma criança, poderá matá-la

Estamos caminhando para isso.

Grupos ideológicos praticaram atrocidades ao longo do século XX, relativizando valores, falsificando a história e negando a natureza humana.

Eu gostaria de deixar uma outra reflexão: “Hitler, o líder nazista-ateu-materialista, era favorável ao aborto e ao extermínio de todo ser humano que fosse considerado de raça inferior ou “inferior” em diversos aspectos, segundo critérios definidos pela sua mente maligna. A decisão de Hitler tinha como base a negação da natureza humana. O líder nazista praticou um genocídio por mera conveniência pessoal e ideológica.

Então, nos dias atuais, deixaremos que matem nossas crianças, que legalizem o aborto, que pratiquem um genocídio por mera conveniência pessoal e ideológica?”

O parlamentar, ainda citou trecho de um artigo do Padre Paulo Ricardo sobre a posição dos nazistas e o aborto: “Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos”.

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