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Deputado e conselheiro do TCE são testemunhas de Silval em ação do VLT

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) e o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, foram arrolados como testemunhas de defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em uma ação civil pública em andamento na Justiça Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o peemedebista de responsabilidade pelo atraso na entrega das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).

De acordo com a decisão do juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara Federal, serão colhidos os depoimentos das testemunhas de Silval, do ex-secretário da Copa do Mundo, Maurício Souza Guimarães e dos representantes das empresas Consórcio VLT Cuiabá, CR Almeida S/A Engenharia de Obras, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, Santa Bárbara Construções S/A, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda,

O ex-secretário Maurício Guimarães ainda vai entregar em juízo a sua relação de testemunhas.

Também são testemunhas de defesa de Silval Barbosa a presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso (Assut), Marleide Oliveira Carvalho, e os ex-ministros dos Esportes Orlando Silva e Aldo Rebelo, e o assessor técnico Rafael Detoni Moraes.

A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande é uma das obras mais atrasadas daquelas que estavam previstas para a participação de Cuiabá na Copa do Mundo de 2014.

Licitada no valor de R$ 1,477 bilhão, a obra já consumiu R$ 1,06 bilhão e está paralisada desde dezembro de 2014.

No início de abril deste ano, o governo e o consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande entraram em acordo. Pelo entendimento entre as partes, o Estado vai pagar R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do modal.

O acordo passa por análise do Ministério Público Federal e Estadual. Caso os órgãos deem parecer favorável, a expectativa é a de que as obras sejam retomadas neste mês de maio, com prazo de conclusão total em 24 meses.

Para financiar o valor necessário para a conclusão das obras, o governo de Mato Grosso já obteve sinalização da União de empréstimo de R$ 600 milhões junto à Caixa Econômica Federal, faltando apenas aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Dos R$ 322 milhões restantes, o governo já tem R$ 193 milhões em caixa do empréstimo anterior.

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