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Deputado critica Riva e pede comparação de patrimônio

Inconformado com a declaração do ex-deputado estadual José Riva (sem partido) de que recebia propina juntamente com outros 32 deputados para apoiar o governo do Estado, o deputado Pedro Satélite (PSD) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (5) para classificar de mentirosa a acusação.

O parlamentar assegura que jamais ofereceram qualquer tipo de pagamento ilícito enquanto exerce o mandato de deputado estadual.

Satélite ainda pediu uma comparação entre sua ficha criminal e a do ex-deputado José Riva, que já foi classificado como o parlamentar com a maior “ficha corrida” do País.

“Não compactuo e jamais vou compactuar com qualquer questão ilícita, seja na vida particular ou pública. Não aceito e nunca dei liberdade para alguém vir me oferecer algo ilícito. Nunca em minha vida alguém me denunciou em algo, essa é a primeira vez e isso é muito ruim. Mas comparem a minha ficha com a daquele que denuncia. Isso já diz tudo”, afirmou.

Satélite ressaltou não responder a nenhum processo e que isso conta muito a um político com mais de quatro mandatos. A reportagem verificou o sistema de processos do Tribunal de Justiça e, de fato, o parlamentar não responde a processos por improbidade administrativa ou crimes contra a administração.

O deputado ainda pediu uma comparação entre sua conta bancária e a do ex-colega.

“Quando entrei na politica tinha 10 vezes mais capital declarado do que tenho agora. Vejam o histórico do que tinha e o que tem hoje também quem acusa. Então é uma mentira e desafio que trague provas”, disse.

Por fim, Satélite afirmou nunca ter ouvido falar de colegas que recebiam o suposto mensalinho. Mas que no período da gestão de Riva no Legislativo, havia o “alto e o baixo clero”.

“Nunca ouvi falar de mensalinho, mensalão ou qual seja o nome que estão dando. O que existia aqui era que o Riva era o poderoso da Assembleia e tinha o baixo clero e dois ou três que comandavam. Na gestão do Guilherme Maluf as coisas mudaram. Todos os 24 são tratados de igual para igual”, afirmou.

“Então, lamento por esta casa e espero que tudo seja provado ou não, porque não pode continuar desse jeito. É ruim para o Parlamento, ruim para todos os deputados”, completou.

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