Casal dono do Grupo Soy é intimado por juíza

A juíza Selma Rosane Santos Arruda, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que as defesas de Walter Dias Magalhães Júnior e Shirlei Aparecida Matsuoka Arrabal apresentem as alegações finais, última fase antes da magistrada passar a proferir a sentença. Walter e Shirlei são réus na ação penal decorrente da operação Castelo de Areia, deflagrada no ano passado pela Polícia Civil e que desarticulou uma organização criminosa que teria praticado golpes milionários por meio do Grupo Soy.

“Nos termos da Legislação vigente e Provimento 52/2007 – CGJ, impulsiono estes autos com a finalidade de INTIMAR a defesa dos acusados para apresentarem as alegações finais no prazo legal”, diz a decisão publicada no Diário de Justiça desta quarta-feira (22). Caso as defesas sigam à determinação, em cerca de duas semanas a ação já estará conclusa para decisão da juíza.

Constam no processo sete vítimas: Alessandro Nicoli, Nilson Muller, Leo Flávio Costa, Ademir Macorin da Silva, Edson Vieira dos Santos, Gilson César do Nascimento e Teilor Seidler. Tratam-se de pessoas que tentavam começar algum negócio no ramo da construção ou da plantação de grãos e buscavam financiamento internacional por meio do Grupo Soy. Também há o caso de fornecedores que acabaram não recebendo pelos produtos e serviços prestados.

Em meados de julho, durante audiência de instrução em que foi interrogado pelo juízo, o réu Walter Dias negou ser estelionatário, ,mas admitiu que houve prejuízos às pessoas que o estavam processando, dizendo que tinha o objetivo de resolver o problema. Walter também atribuiu a culpa das acusações de golpe ao ex-vereador de Cuiabá João Emanuel Moreira Lima, que está preso há cerca de um ano e meio no Centro de Custódia da Capital (CCC).

O caso

A denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) aponta que ele era sócio de Walter no Grupo Soy e responde pelo mesmo esquema em um processo apartado, juntamente com seu pai e seu irmão, o juiz aposentado Irênio Lima e o advogado Lázaro Moreira Lima, além de outras pessoas que trabalhavam no Grupo Soy.

Em relação à Shirlei Matsuoka, também em meados de julho ela prestou depoimento ao juízo e negou ter cometido crime de estelionato. Segundo ela, seu papel era apenas ajudar o marido Walter obedecendo aos seus pedidos, como fazer transações bancárias e atender às pessoas no prédio do Grupo Soy, que fica onde atualmente funciona a Superintendência da Polícia Federal, atrás do supermercado Comper da Avenida do CPA.

Dizendo-se surpresa pela prisão e imputando-se inocente, Shirlei disse que sequer sabia o motivo pelo qual estava sendo acusada. “Não sei nem porque eu estou sendo acusada. Quando eu fui presa, não sabia nem porque estava sendo presa. Francamente, não sei mesmo! Sei que as pessoas falam que a gente deu golpe de milhões, sendo que a gente nunca fez isso”, disse chorando à época.

Por Celly Silva

Gazeta Digital

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