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Bezerra chama Taques de ditador e cobra apuração de grampos ilegais

Diante da suspeita que seu telefone celular tenha sido grampeado ilegalmente, o presidente do diretório estadual do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra cobrou intervenção da Câmara dos Deputados por considerar uma agressão a sua atuação enquanto parlamentar.

Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados durante sessão realizada na terça-feira (16), Bezerra pediu imediatas providências e classificou o episódio dos grampos ilegais pior que a corrupção na administração pública.

“Toda a imprensa afirma que eu também estou na escuta, eu exijo a Câmara no encalço disso. Não deve ser só eu deputado federal na escuta, são mais de mil e duzentas pessoas. É importante que a Procuradoria da Câmara assuma e tome as providências. Eu que já fui vítima da ditadura e considero esses grampos pior do que corrupção”, solicitou.

Bezerra ainda chamou Taques de “aprendiz de ditador que governa Mato Grosso”. “Quando procurador da República se dizia justiceiro, legalista e agora comete o que combatia. Se não for combatido este crime acontecerá algo ainda mais grave”, disse.

Com relação ao chefe do gabinete de comunicação, Kléber Lima, o deputado Carlos Bezerra fez um ato de desagravo da tribuna diante do episódio envolvendo a deputada estadual Janaína Riva (PMDB). A parlamentar foi grampeada ilegalmente e uma foto sua com roupa íntima começou a circular em aplicativos de smartphone e foi compartilhada em grupos de Whatsapp pelo jornalista e chefe de comunicação Kléber Lima.

“Não bastasse a violência que a deputada estadual Janaína Riva (PMDB) sofreu ao ser inserida em uma escuta clandestina, no dia seguinte da matéria o secretário de Comunicação do governo, porta voz do governo, mandou colocar na mídia social uma foto com roupa íntima da deputada, mais uma agressão”.

Bezerra ainda elogiou a conduta do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, que pediu providências e apuração das interceptações telefônicas autorizadas pelo Judiciário e a Associação do Ministério Público Estadual que saiu em defesa do promotor de Justiça Mauro Zaque, responsável pela denúncia dos grampos telefônicos ilegais.

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