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Barrada, servidora fica só de sutiã para entrar em banco

Jesuina Moreira Neves, de 56 anos, registrou um boletim de ocorrências contra o BB (Reprodução)

Após ser barrada ao tentar entrar na agência do Banco do Brasil onde tem conta há 25 anos, a servidora pública Jesuina Moreira Neves, de 56 anos, se viu obrigada a ficar só de sutiã na entrada da agência.

A ação aconteceu nesta sexta-feira (21) em uma agência no bairro CPA II.

Jesuina disse que foi ao banco com a filha fazer uma transação e estava sendo muito bem atendida, porém o problema começou quando precisou passar pela porta giratória para ir à parte interna.
Só sei que estou muito triste pelo fato de passar um constrangimento tão grande

“Quando eu tentei passar, ele [o segurança] queria que eu deixasse a minha bolsa, mas estava com dinheiro. Eu sempre deixo no guarda-volume, mas quando está sem dinheiro. Eu mostrei pra ele e falei: ‘Olha, eu não tenho nada’. E achei que ele me deixaria entrar”, contou a servidora.

Porém, segundo ela, o segurança a respondeu que não poderia revistar a bolsa. A atendente chegou a olhar a bolsa de Jesuina e viu que não havia nada além de um perfume e medicamentos.

“Eu tentei passar uma segunda vez e a porta travou. Aí voltei e falei: ‘Não tenho nada, pode ver aqui a bolsa’. E ele insistiu dizendo que havia algo dentro”.

A servidora tirou o perfume e o medicamento e colocou no guarda-volume e tentou entrar pela terceira vez, mas a porta novamente travou.

Ainda conforme seu relato, o segurança falou que ela não poderia entrar. A servidora pediu que, como já tinha mostrado que não havia mais nada na bolsa, ele liberasse a porta para sua entrada. O que foi negado, conforme revelou.

“Ele falou que alguma coisa poderia estar no meu sutiã. Falei que não havia. E ele respondeu: ‘Só pode estar no seu sutiã’. Aí eu tirei a minha blusa”, contou.

Ela disse que estava de blusa e calça colada, o que mostrava que não havia nada abaixo da roupa. E mesmo após a retirada da blusa, a porta travou pela quarta vez.

“Quando a porta travou, perguntei se eles queriam que eu tirasse a calça também. Cheguei a abrir o cinto”, disse a servidora.

Segundo Jesuina, foi só após essa pergunta que o segurança abriu a porta para que ela entrasse.

“Eu estava morrendo de vergonha. Não sabia o que fazer, não sabia onde enfiar a minha cara”.

Ela contou que até mesmo as pessoas que estavam no banco ficaram constrangidas.

“Os homens lá dentro abaixaram a cabeça por vergonha da atitude do próprio guarda, as mulheres ficaram todas sentidas”, contou.

A servidora disse que vestiu a blusa e foi falar com o gerente.

Indignada, a servidora pública disse não entender porque tudo isso aconteceu.

“Eu não sei o que aconteceu, Não sei porque eles fizeram isso comigo. Só sei que estou muito triste pelo fato de passar um constrangimento tão grande”, disse a servidora chorando.

Jesuina registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e disse que entrará com uma ação de danos morais contra o banco.

Ela também ligou na ouvidoria do Banco do Brasil, que a pediu desculpas e ficou de lhe enviar um posicionamento dentro de uma semana.

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