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Ararath ainda tem 45 inquéritos em andamento

Silval Barbosa

A operação Ararath, conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, juntamente com o apoio investigativo do Ministério Público Estadual (MPE) e das Polícias Federal e Civil, foi destaque em uma reportagem, como uma das mais emblemáticas e que só perde para a Lava Jato no chamado “mapa da corrupção” do Brasil.

Na matéria produzida pelo MPF, é apresentado um balanço das investigações, que começaram em 2013. Até o momento, já foram oferecidas 28 ações penais e ainda existem 45 inquéritos policiais em andamento, que devem culminar com a deflagrações de novas fases ao longo de 2018.

Neste ano, chegou-se até a 12ª fase (operação Malebolge), após o ex-governador Silval Barbosa firmar acordo de delação premiada por não suportar mais a prisão, onde ficou por quase 2 anos.

Além das ações penais, mais de R$ 300 milhões já foram bloqueados e R$ 157 milhões já foram restituídos aos cofres públicos do Estado, sendo que quase R$ 50 milhões partiram do acordo de Silval, sua família e seu ex-assessor Sílvio César Corrêa Araújo.

Nas 28 ações penais, há mais de 50 denunciados envolvidos, a maioria ex-membros da alta cúpula da Administração Pública estadual, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva, ex-chefes da Casa Civil Eder Moraes e Pedro Nadaf, ex-secretários de Estado, o próprio Silval Barbosa e empresários.

Eles são acusados de compor uma organização criminosa, que criou um sistema financeiro paralelo para lavar quantias milionárias de dinheiro ilícito, obtido com a prática de diversos crimes, como fraude em licitações, pagamentos superfaturados de contratos, inversão em precatórios e corrupção passiva e ativa (propina).

Na reportagem, o MPF apresenta as imagens entregues pelo ex-governador em seu acordo, que mostram atuais e ex-deputados estaduais recebendo enormes maços de dinheiro, supostamente propina em troca de apoio nos assuntos do governo que dependessem da votação ou fiscalização da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os pagamentos eram feitos pelo ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa Araújo, dentro do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual.

Além disso, o vídeo também apresenta a opinião de cidadãos comuns, que foram ouvidos nas ruas de Cuiabá e mostraram sua indignação e destacaram a contrapartida da corrupção: que se revela na ponta, no atendimento à população, que sofre com a falta de recursos que deveriam servir para investimentos em áreas básicas, como saúde, educação e segurança pública.

Por Celly Silva/A Gazeta

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