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Antônio Joaquim diz que delação não interfere em sua volta à política

O conselheiro Antônio Joaquim, de saída do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para retornar à política, já está avaliando para qual legenda irá se filiar para disputar as próximas eleições. “O meu caminho é voltar à atividade política partidária. Devo ter uma conversa avançada com o PTB, como tive com o PMDB também. Enfim, essa decisão eu vou tomar ao final de outubro. Em outubro eu trato desse assunto de forma oficial”, disse na manhã desta terça-feira (29), após sua última sessão como presidente do Tribunal.

O conselheiro Antônio Joaquim, de saída do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para retornar à política, já está avaliando para qual legenda irá se filiar para disputar as próximas eleições. “O meu caminho é voltar à atividade política partidária. Devo ter uma conversa avançada com o PTB, como tive com o PMDB também. Enfim, essa decisão eu vou tomar ao final de outubro. Em outubro eu trato desse assunto de forma oficial”, disse na manhã desta terça-feira (29), após sua última sessão como presidente do Tribunal.

Questionado sobre a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que envolve o nome dele e de diversos políticos de vários partidos, após sua decisão de deixar o cargo vitalício e com foro privilegiado no TCE não atrapalham seus planos, ele disse que não.

“[A delação] foi depois, eu já tinha anunciado que ia sair e correr o risco, mas não mudou em nada porque eu não tenho temor. Os partidos serão consequência dessas conversas que eu estou fazendo. Há uma realidade política no país que você tem realmente que fazer a reflexão, mas, por outro lado, você tem que optar por um partido, não tem como militar na vida política sem um partido político, então, tem que escolher um desses que estão aí atuando. Em outubro, eu vou me posicionar oficialmente em relação a isso”, afirmou.

Perda de privilégios

Em relação a perca de privilégios logo no momento em que é acusado de crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e passa a ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), Antônio Joaquim afirma estar tranquilo pois está convicto de que não há provas contra ele.

“Eu tenho a tranquilidade, tanto que saio do tribunal perdendo foro privilegiado, perdendo a condição de conselheiro e me tornando um cidadão comum. Eu tenho a consciência tranquila. Desafio: não conseguirão encontrar um fiapo de prova em relação à denuncia que o ex-governador fez em relação aos conselheiros do tribunal e envolvendo meu nome”, asseverou em relação à denúncia de que ele e outros conselheiros do TCE cobraram propina para não fiscalizar obras da antiga gestão.

No que se refere a acusação de fraudar informações da venda de uma fazenda, Antônio Joaquim classifica como “ridículo” e aponta Silval Barbosa como mentiroso. “Em relação à fazenda é mais ridículo ainda, é mais estranho querer me envolver na possibilidade dele querer ser sócio oculto de quem me comprou a fazenda, que é o Wanderlei, da Trimec. Eu recebi o dinheiro na minha conta, eu fiz contrato. Ele mente.

O ex-governador mente quando diz que o valor da escritura é R$ 4 milhões, a escritura repassada publicamente é no valor de R$ 6,7 milhões. Aí já é uma mentira absurda, clara!”, reclamou.

Anulação

Ao refutar as acusações do ex-governador contra sua pessoa, o conselheiro apontou também que a delação pode ser anulada porque somente as palavras de Silval não provam nada. “Cabe até anulação da delação em relação à fazenda. Agora, querer me imputar, me cobrar que eu saiba de onde veio o dinheiro da Trimec… Eu preciso saber a posição do Wanderlei da Trimec, eu preciso saber se ele vai confirmar que era sócio oculto do ex-governador Silval, certo é que eu não sabia disso, eu recebi dinheiro da empresa que eu vendi a fazenda, a escritura foi dada à empresa, eu não tenho que saber se havia sociedade oculta. (…) Eu acredito que a única chance de me denunciar é e acreditar só na palavra do delator e a lei não permite isso, mas vamos aguardar com humildade, com tranquilidade, sem nenhum temor as investigações”, afirmou.

A Gazeta

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