2017 acabou?

Por João Edisom

Chegamos em dezembro e a sensação é de que já precisamos de outro ano novinho porque esse já deu o que tinha que dar. O ano da cantilena “fora Temer” ficará marcado pela posse dos prefeitos na primeira eleição pós explosão da Lava Jato, com delações premiadas e um cano jorrando dinheiro nas telinhas de todo o Brasil. Hoje falo de Brasil, nas próximas semanas vamos tratar do mundo e de nosso estado.

Janeiro iniciou com um surto de febre amarela em Minas Gerais assustando o país.  Rebelião no presídio do Rio Grande do Norte, a morte do ministro do Supremo Teori Zavaski, a prisão de Eike Batista mais a morte da ex-primeira dama Marisa Leticia.

Governadores cassados e reconduzidos ao cargo (Pezão), nova eleição no estado do Amazonas com dois anos de atraso. Aécio Neves e José Serra denunciados por corrupção. Tivemos muita maquiagem também, principalmente nos currículos, nos casos específicos da ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, e da tese do agora ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Que coisa feia! E tudo isso ainda antes do carnaval.

Lula dispara nas pesquisas de intenção de voto, apesar das constantes idas à Curitiba para depor e não falar nada, apesar das falações. Bolsonaro começa a ganhar força com os ataques constantes a pessoas (papo de bar), sem projeto nem ideia de como fazer nada. Se não bastasse teve a desastrosa Operação Carne Fraca.

Ninguém vai esquecer das gravações amadoras de Joesley Batista e das delações da JBS e de Antônio Palocci.  Os dias amanheciam com todo mundo com os olhos nos sites de noticias para acompanhar as operações policiais. Quem seria o próximo a ser conduzido coercitivamente? Junho foi tão pesado que muitos apostavam na cassação da chapa Dilma-Temer, o que terminou não acontecendo.

Julho foi um mês bem agitado para quem queria apenas férias: a falta de orçamento da Polícia Federal para emissão de passaportes deu início a um voo conturbado na política brasileira. Na turbulência, o ex-presidente Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto o atual Michel Temer se via em votação para o julgamento. Novos mandatos de prisão foram emitidos não só na Operação Lava Jato, como também na esquecida Operação Zelotes.

Agosto tivemos votação para denunciar ou não o presidente, Forças Armadas ocupando cidades e parlamentares decidindo nosso próximo sistema eleitoral. Tecnicamente nosso, mas muito mais para eles. Sem falar no decreto acabando com uma reserva ambiental na região amazônica que foi suspenso pela Justiça algum tempo depois.

Nova denuncia contra o presidente Temer. Reforma política sobe no telhado e passa uma emendinha eleitoral. Saída de Rodrigo Janot e entrada de Raquel Dodge, Temer derruba a segunda denúncia e o enroladíssimo Aécio volta ao Senado. O Supremo bate boca em rede nacional… Dezembro chega com todos os acontecimentos e sem acontecer nada. É, realmente precisamos de um ano novo urgente.

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